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Arbitragem de bitcoin: o que é, como funciona e como fazer?

Criado em 13/07/2021 - Atualizado em 13/07/2021

4 minutos 34 segundos de leitura

Arbitragem de bitcoin: o que é, como funciona e como fazer?

Ao contrário do mercado de ações, onde as corretoras apenas repassam ordens para uma bolsa de valores centralizada, nas criptomoedas isso não existe. Deste modo, cada exchange atua de forma totalmente segregada, com suas próprias regras, prazos, taxas, clientes e cotações.

Em suma, podem surgir oportunidades de realizar arbitragem, a compra para imediatamente vender o mesmo ativo em outra exchange, por um valor mais alto. A arbitragem de Bitcoin pode existir entre diferentes moedas, inclusive dentro de uma mesma corretora.

Embora, na teoria, o Bitcoin, Ethereum, Litecoin, sejam equivalentes, independente da exchange negociada, sua cotação pode variar entre elas. Isso pode ocorrer por conta do perfil diferente de clientes, ou até mesmo por um prazo maior para transferências de criptoativos.

Se o usuário tem limite de saques diários, por exemplo, provavelmente irá exigir um valor maior ao vender sua criptomoeda nesta corretora. Outro caso comum é quando há baixa liquidez, ou seja, fluxo de ordens mais reduzido, causando oscilações mais fortes em exchanges menores.

De maneira geral, a arbitragem é um trade de baixo risco, e suas ordens são usualmente executadas por robôs, os sistemas que realizam ordens de forma simultânea em diferentes mercados. Aprenda por que isso acontece e como os formadores de mercado (market makers) ganham dinheiro na arbitragem de Bitcoin.

O que é arbitragem de Bitcoin?

Arbitrar Bitcoin significa realizar compras e vendas simultâneas em diferentes mercados, buscando pequenos ganhos imediatos. Por exemplo, o usuário pode comprar 0,002 Bitcoin em uma exchange por R$ 350 e imediatamente realizar a venda em outra corretora por R$ 365.

Embora simples na teoria, é importante lembrar que para isso o interessado precisa manter uma quantidade de Reais e Bitcoin parada em ambas as exchanges. Isso porque o prazo e custo dos mineradores para transferir as criptomoedas tornaria o trade inviável.

O mesmo procedimento pode ser utilizado para comprar Bitcoin em uma corretora norte-americana por 30.000 dólares e vender no Brasil por R$ 155.000 reais, se o câmbio estiver em 5,00. Em resumo, arbitragem envolve trades de baixo risco, buscando explorar diferenças de cotação em mercados correlatos.

No vídeo abaixo a equipe da @usecripto explica como é determinado o preço do Bitcoin e por que pode variar entre as diferentes corretoras.

Como funciona a arbitragem de Bitcoin?

Vamos supor que o usuário possui R$ 1.000, além de 0,005 Bitcoin previamente depositado em duas exchanges distintas. Neste caso, é possível realizar a arbitragem em qualquer direção, ou seja, comprar Bitcoin na “ Exchange A”, e simultaneamente vender na “ Exchange B”, ou vice-versa.

Valendo-se do exemplo anterior, a compra de 0,002 BTC foi realizada na “Exchange B” por R$ 350, e a venda na “Exchange A” por R$ 365. Repare como a quantidade total de Bitcoin permaneceu inalterada, e ainda assim o usuário lucrou R$ 15.

Conforme mencionado, arbitragem usualmente consiste em diversos trades de baixo risco, porém executado sempre que surgir uma oportunidade. Por esse motivo, o arbitrador usualmente opta por sistemas automatizados (robôs, ou bots), maximizando assim o número de trades.

Toda arbitragem é lucrativa?

Não necessariamente. Deve-se incluir a corretagem das exchanges, eventuais taxas para resgate do valor fiduciário (os Reais e dólares), além das taxas cobradas pelos mineradores para rebalancear as reservas quando necessário.

Repare no diagrama acima, como o saldo de Bitcoin da “Exchange A” foi reduzido, e eventualmente, após alguns ciclos de arbitragem, pode acabar zerando. Ou seja, mesmo lucrando, o usuário que desconsiderar o custo de transferência de criptomoedas e saque pode acabar no prejuízo.

Outro risco que deve ser considerado é o atraso no envio de ordens para alguma das corretoras. Uma questão de fração de segundo pode resultar em execução parcial, deixando um saldo no livro de ofertas. Neste caso, existe o risco de prejuízo, já que não foi possível executar a compra e venda de forma simultânea.

Somente grandes clientes podem arbitrar?

De forma alguma. No Mercado Bitcoin é possível realizar trades de criptomoedas a partir de R$ 50. Desse modo, você pode comprar e vender uma fração do criptoativo, por exemplo, 0,10 Litecoin (LTC), no valor aproximado de R$ 70.

Conforme mencionado, os arbitradores deixam criptomoedas e valores parados em diversas exchanges, evitando assim a necessidade de realizar transferências diárias.

O mesmo procedimento é válido para os Fan Tokens dos times de futebol, criptoativos de finanças descentralizadas (DeFi), entre outros. Tudo que o usuário precisa fazer é acompanhar as cotações para encontrar eventuais diferenças que sejam suficientes para cobrir as taxas.

Cabe lembrar que transferências para endereços do próprio Mercado Bitcoin são imediatos e não possuem taxa.

Aprenda neste outro artigo como os grandes clientes, apelidados de “baleias”, são importantes ao analisar o fluxo de negociação.

Como escolher a melhor exchange de criptomoedas?

É comum ver usuários analisando somente as taxas de intermediação, porém esquecem dos riscos ao utilizar uma exchange que não está devidamente registrada no país. Há histórico de corretoras que bloquearam saques por mais de uma semana, e outras que sofreram ataques (hacks) gerando perdas de 7.000 BTC.

Durante fortes oscilações no mercado é comum ver algumas corretoras com sistemas indisponíveis, impossibilitando o trade. Por estes motivos, o convidamos a realizar o cadastro e acompanhar nossa disponibilidade (uptime) em qualquer situação de mercado.

No Mercado Bitcoin, segurança é nossa principal preocupação, e isso fica evidente no histórico de 8 anos de negociação sem interrupções de saques ou perdas de valores de clientes.

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