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Bitcoin: ainda vale a pena investir em 2021?

08/01/2021

9 minutos de leitura

Bitcoin: ainda vale a pena investir em 2021?

O Bitcoin valorizou 423% somente em 2020, saindo de R$ 29.200 para R$ 152.760 ao final do ano. Se fosse um ativo normal, talvez uma ação de empresa negociada em bolsa, provavelmente a indicação dos analistas seria para realizar lucros.

No entanto, foi justamente essa alta que despertou o interesse de novos investidores, abrindo espaço para um novo mercado. Recentemente, um analista do banco JP Morgan, afirmou que a criptomoeda deverá atingir a cotação de 146 mil dólares, algo em torno de R$ 750 mil reais.

Cabe lembrar, que foi em 2020 que tivemos as compras de fundos bilionários do Paul Tudor Jones, Stanley Druckenmiller, além de empresas e seguradas MicroStrategy, Square, e MassMutual. Em resumo, foi o ano que consagrou a entrada dos investidores institucionais neste mercado.

Deste modo, a Mercado Bitcoin, exchange líder em volume e número de clientes na América Latina, ajuda você a responder esta importante pergunta. Afinal, ainda vale investir no Bitcoin em 2021?

O que é Bitcoin? Para que serve?

O Bitcoin é uma moeda digital que funciona de forma independente, sem uma entidade central. De maneira análoga, qualquer pessoa pode auditar os saldos, total de moedas emitidas, e até mesmo realizar transações.

Uma das tecnologias por trás do Bitcoin é o blockchain, este banco de dados distribuído nos computadores que participam da rede. Transferências de criptomoedas são eficientes, rápidas, e seguras. Além disso, não há como censurar ou reverter transações, ao contrário do sistema financeiro tradicional.

Deste modo, qualquer pessoa pode ser o seu próprio banco, bastando uma conexão com os demais usuários da rede. Ou seja, basta um smartphone e acesso à internet para administrar sua carteira virtual.

Ficou confuso? Este outro artigo mostra com mais detalhe o que é o Bitcoin, e como funciona esta rede descentralizada que sustenta a criptomoeda.

De onde vêm o valor do Bitcoin?

O Bitcoin surgiu para tirar o poder de emissão de divisas das mãos dos governos, que através da inflação reduz o poder de compra dos poupadores. Isto foi possível através de uma moeda digital cujo valor é determinado única e exclusivamente pela livre oferta e demanda.

Dentre as características que tornam o Bitcoin desejado, podemos citar:

  • Descentralização: não há uma instituição ou grupo que controle a rede, tanto em questões de desenvolvimento, quanto na manutenção do dia a dia;
  • Segurança: a rede é protegida por um esforço computacional gigantesco, distribuído entre os mineradores e os usuários através de seus nós, os full nodes;
  • Escassez: na criação do seu código-fonte, foi definido um calendário progressivo e decrescente da emissão de novos Bitcoins remunerar os mineradores, com um limite máximo de 21 milhões de moedas;
  • Imutabilidade: uma vez que a transação foi incluída na rede por um minerador, e verificada pelos participantes (full nodes), torna-se irreversível;
  • Fungível: por se tratar de um bem digital, a criptomoeda é fungível e divisível, ou seja, pode ser fracionada em pequenas partes, e transacionada entre seus participantes sem perder suas características.

Embora seja possível copiar o código-fonte do Bitcoin, é muito difícil conseguir a adesão do grande número de desenvolvedores, poupadores, e mais importante, a certeza de que as regras iniciais vão ser seguidas por todos, de forma voluntária.

Em resumo, as moedas alternativas (altcoins) podem proporcionar outros benefícios ou funcionalidades, porém dificilmente vão alcançar a forma descentralizada que o Bitcoin atingiu. Para chegar nesses R$ 152.760 reais por cada moeda foram necessários 12 anos de resiliência.

Aproveite para analisar os mitos e verdades sobre o Bitcoin, que incluem potencial ação dos governos, hacks, e dúvidas sobre mineração.

Afinal, quanto vale o Bitcoin?

Mais importante que medir a cotação unitária, é valorar o total do ativo. Ou seja, ao multiplicar pelo número de moedas já emitidas, é possível obter sua capitalização de mercado. Em 5 de janeiro de 2021, temos o número de 18.591.506 BTC existentes.

Isso pode ser facilmente comprovado no software da rede Bitcoin, ou consultando os exploradores de blocos, incluindo clarkmoody.com, satoshi.info, entre outros. Se preferir, há plataformas e aplicativos que contam com um catálogo que reúne informações de diversas criptomoedas. Nomics.com e Messari Screener são bons exemplos nesse sentido.

Deste modo, ao multiplicar os 18,6 milhões de BTC pela cotação atual de R$ 174 mil reais, encontramos a capitalização total de R$ 3,23 trilhões de reais, ou 605 bilhões de dólares.

Ah! Aproveitando para lembrar que é possível negociar frações de Bitcoin, conhecidas como satoshi. Da mesma forma que o ouro pode ser cotado em quilo, ou grama, a criptomoeda pode ser transacionada em pequenas quantias, da ordem de R$ 0,002 aproximadamente por cada satoshi. Barato, não?

Qual a expectativa de valorização?

O Bitcoin, assim como qualquer outro ativo, incluindo ouro, ações de empresa, ou imóveis, tem seu valor ditado única exclusivamente pela oferta e demanda do mercado. Dessa maneira, é impossível prever como estará este equilíbrio ao longo do tempo.

Ao contrário do mercado de renda fixa, onde há uma previsibilidade de retornos, nas moedas, commodities, e renda variável, a flutuação da cotação é livre. Em resumo, a expectativa de valorizaçãodepende do número de interessados, ou seja, a adoção do Bitcoin como reserva financeira, ou meio de transação.

Nesse sentido, existem diversas teorias que ditam o potencial de valor das criptomoedas. Alguns afirmam que a escassez, medida pela quantidade anual emitida frente ao estoque disponível, é que determina o valor justo. Enquanto isso, há quem afirme que o custo de mineração deve servir como base para a precificação.

Por que os institucionais estão comprando Bitcoin?

De maneira geral, os fundos de investimento e empresas que compraram Bitcoin nos últimos meses apontam a desvalorização do dólar como principal fator na decisão. Isso porque os governos colocaram mais de 7 trilhões de dólares adicionais em circulação somente em 2020.

Ao invés de utilizar estes recursos para comprar bens e serviços, ou ampliar a produção, os beneficiários optaram por poupar. Como consequência, a bolsa de valores norte-americana atingiu sua máxima histórica, assim como o índice do mercado imobiliário Case-Shiller.

Outra consequência desta onda de estímulos foi a queda nas taxas de juros, que acabou forçando os investidores a buscarem aplicações com alguma perspectiva de retorno. Dessa forma, pouco a pouco, a percepção de que o Bitcoin pode atuar como uma proteção, justamente por não ser inflacionário, acabou fisgando tais investidores.

Você sabia que existe uma legislação específica para o Bitcoin, que regula inclusive as exchanges e intermediários no Brasil? Pois é, além de ser caracterizado como um bem digital pela Receita Federal, o setor foi reconhecido pelo IBGE. Em suma, passou a ter suas atividades reconhecidas mediante cadastros em agências do governo, bancos e demais instituições.

Como transformar Bitcoins em Reais R$?

Uma das dúvidas mais comuns dos iniciantes, é como transformar novamente o Bitcoin em Reais, de forma a sacar para a conta bancária. Primeiramente, é importante lembrar que nas criptomoedas os usuários são livres para negociar entre si.

Buscando reduzir riscos, surgiu a figura das exchanges, que funcionam de maneira semelhante às corretoras tradicionais. Ou seja, asseguram que comprador e vendedor recebam o que foi combinado.

Para evitar golpes e riscos ao comprar Bitcoin, deve-se ter cuidado ao escolher a exchange para compra e venda de Bitcoin. O Mercado Bitcoin é a única exchange nacional a figurar na seleta lista das 25 mais confiáveis e transparentes do mundo, de acordo com o Blockchain Transparency Institute (BTI).

Em nossa plataforma, que também está disponível em aplicativo para Android e iOS, é possível vender seu Bitcoin, e tão logo a transação seja concluída, solicitar o saque para sua conta bancária. Quer ver como é simples e rápido? Carol e Kaká da @usecripto explicam o passo a passo no vídeo abaixo:

Viu como o Bitcoin está revolucionando o mercado financeiro oferecendo uma opção livre e independente? Acompanhe nossas dicas no Instagram e fique um passo mais próximo de sua independência financeira!

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