Cointelegraph: Mercado Bitcoin quer lançar tokens de jogadores de futebol ainda em 2020

A exchange brasileira Mercado Bitcoin, através da MB Digital Assets, planeja lançar uma cesta de tokens de jogadores de futebol para o mercado brasileiro ainda em 2020. A informação é do Valor Investe.

A MB Digital Assets, dedicada a ativos não negociados em bolsa, já havia lançado seus primeiros tokens no ano passado, o primeiro deles foi o fracionamento de um precatório do Estado de São Paulo avaliado R$ 1,6 milhão.

O objetivo é oferecer aos investidores um piso mais baixo de aplicação, dando acesso a mais investidores, que antes precisavam investir pelo o menos R$ 10.000 em um precatório. O valor dos tokens dos precatórios é pouco acima de R$ 100. Desde a primeira emissão, mais quatro investimentos foram lançados, totalizando R$ 25 milhões.

Agora, a Mercado Bitcoin quer lançar o projeto FuteCoin, que vai fracionar os direitos do mecanismo de solidariedade previsto pela FIFA, com porcentagem de 0,25% a 0,5% do repasse das vendas de jogadores ao clube formador. Segundo a matéria, no futuro também será possível negociar parcelas dos passes dos atletas de empresários, clubes e dos próprios jogadores.

O texto dá como exemplo a parcela que o Vasco da Gama, do Rio de Janeiro (RJ), teria direito se o jogador do Barcelona emprestado ao Bayern de Munique Philippe Coutinho fosse vendido por R$ 500 milhões, como especula-se que pode acontecer nesta temporada.

Neste caso, o Vasco teria direito a 2,5% do valor, cerca de R$ 12,5 milhões. Se quiser antecipar o recebimento do valor - com deságio - o clube poderia tokenizar os direitos sobre o passe do jogador e ceder os direitos aos investidores, que apostariam na valorização do atleta - e dos tokens.

A ideia da MB Digital Assets é vender uma cesta de tokens de jogadores, para diversificar a aposta em atletas que estão em formação e poderão render no futuro. O Diretor de Novos Negócios da Mercado Bitcoin, Reinaldo Rabelo fala sobre os desafios da implementação do projeto:

“A definição de preço da emissão é complexa, pois o jogador pode acabar não sendo vendido, mas, por outro lado, pode ser vendido mais de uma vez... Nosso desafio será construir uma relação atraente entre risco e liquidez”.

O CEO da Mercado Bitcoin, Marcos Alves, diz que a empresa quer atrair um novo público de investidores para o setor e aposta na familiaridade do público com o esporte para sua popularização:

“Além do rendimento maior, um aspecto interessante é o lúdico; a familiaridade das pessoas permite entender o conceito de risco de uma forma mais fácil, pois todo mundo se identifica com o risco ligado a um jogador de futebol"

Na conclusão da matéria, a Mercado Bitcoin ainda revela que quer investir na adoção de stablecoins para sua exchange, mas não tem planos de lançar sua própria moeda estável:

“Entendemos que antes é importante entender qual o apetite do mercado para esse produto. O negócio é complexo, demanda uma inteligência de banco central, digamos assim, para manter o preço estável e evitar especulação. Essa ainda não é nossa expertise.”

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