Confira 8 aspectos sobre ICOs e ofertas de tokens

A indústria de criptoativos, ou tokens, em inglês, cresceu de forma significativa em 2017. As criptomoedas, lideradas pelo Bitcoin, que surgiu há mais de 10 anos, começavam a ser compreendidas pelo grande público. No entanto, ainda existe um debate sobre o que gera valor às criptomoedas.

Já é difícil entender como um Bitcoin ou Ethereum pode valer mais de R$ 200 bilhões. Agora imagine compreender o valor de um token (criptoativo) que não tem como objetivo ser uma moeda de troca.

Caso você seja iniciante neste segmento, temos outro artigo que ensina os conceitos básicos sobre o que é o Bitcoin, e o que o diferencia esta criptomoeda das moedas tradicionais dos governos.

Este setor é bem recente, e só ganhou vida em 2017 com os smart contracts, os contratos programados na rede da criptomoeda Ether. Ao longo destes últimos 3 anos foram criadas mais de 4.000 tokens (criptoativos), embora a grande maioria sem muito sucesso.

De qualquer modo, existe muita dúvida sobre as diferenças entre criptomoedas e criptoativos (tokens). Quem é o responsável pelo lançamento? Quem garante o valor destes criptoativos?

São essas as principais perguntas deste novo universo, que já ultrapassa a marca dos R$ 1,8 bilhões em valor de mercado.

O que é um criptoativo (token)?

Criptoativos, ou tokens, são bens digitais registrados em bancos de dados públicos utilizando a criptografia. Isto difere os tokens dos demais ativos digitais, por exemplo, milhas aéreas de programas de fidelidade.

Deste modo, não há como verificarmos o número de milhas aéreas ativas em determinado programa. De maneira similar, a transferência destes pontos não é livre entre os usuários. Estas milhas aéreas existem somente nos servidores da empresa que administra tal programa.

Em contrapartida, um criptoativo (token) é transparente, e armazenado de forma pública. Mesmo que exista uma empresa emissora por trás, a sobrevivência da mesma não é necessária para a continuidade dos tokens.

Os usuários podem continuar movimentando entre si estes criptoativos, e as corretoras (exchanges) são livres para disponibilizá-lo em suas plataformas de negociação. Desta forma, é possível dizer que o token é independente da entidade que o criou, seja ela uma pessoa, grupo, ou empresa.

Os criptoativos são extremamente importantes para quem busca diversificar uma carteira de investimentos. Deste modo, é possível alocar em diferentes classes de ativos, mantendo os benefícios de independência, agilidade e transparência do blockchain.

Como surgiram os tokens?

O primeiro criptoativo foi o Bitcoin, lançado no início de 2009. Acredite se quiser, no seu primeiro ano de vida não havia um valor de mercado, e inclusive haviam sites que distribuiam gratuitamente Bitcoins para seus visitantes.

No entanto, o Bitcoin resolveu um problema até então sem solução. Trata-se do gasto-duplo, ou seja, impedir que um mesmo arquivo digital seja enviado para duas pessoas.

A solução do Bitcoin envolve o blockchain, este banco de dados descentralizado, que só existe nos computadores de seus usuários. Dois anos mais tarde, começaram a surgir outros criptoativos, dentre eles o Litecoin (LTC), Namecoin (NMC) e Peercoin (PPC).

Todavia, foi após o lançamento da Ethereum, no final de 2015, que o segmento efetivamente ganhou vida. Isto porque a rede criada pelo jovem russo-canadense Vitalik Buterin possibilitou a criação de criptoativos em questão de minutos, utilizando um padrão chamado ERC-20.

Dessa maneira, qualquer pessoa com uma experiência minima de programação era capaz de criar seu próprio criptoativo, em questão de poucas horas.

Ainda não conhece as carteiras (wallets) de Ethereum? São aplicativos e dispositivos que guardam as chaves-privadas (senhas), além de coordenar as transações de seus criptoativos.

Qual a diferença entre token e criptomoeda?

Criptomoedas são tokens com uma rede blockchain própria, criados com a função de servir de meio de troca. Há inclusive diversos exemplos de criptomoedas que nasceram como tokens dentro da rede Ethereum, e posteriormente lançaram suas próprias blockchains. Encaixam-se neste exemplo as as criptomoedas EOS e Tron (TRX).

Na prática, são muito semelhantes, já que tanto uma criptomoeda quanto o token podem ser livremente transacionados entre seus usuários, ou negociados em corretoras (exchanges). Muito embora, conforme mencionado, o token só existe na rede blockchain de outra criptomoeda.

Nesse sentido é correto afirmar que as criptomoedas são um ativo digital por si próprio, enquanto os tokens dependem da existência de outras redes.

Quem emite criptoativos? Qual a garantia?

Por conta da natureza descentralizada das criptomoedas, qualquer um pode lançar um criptoativo. Existem redes de criptomoedas, dentre as quais destacam-se Ethereum e EOS, onde é possível criar um criptoativo em questão de minutos.

No entanto, isso não significa que este token terá algum valor, ou que haverá algum volume de negociação nas exchanges. Pelo contrário, mais de 80% dos criptoativos falham em conseguir adesão dos usuários.

Deste modo, é possível afirmar que não há nenhuma garantia por trás do Bitcoin, Ethereum, ou qualquer outro token não-lastreado. A única exceção são os criptoativos lastreados, por exemplo, Dólares, ouro, títulos de dívida, ou imóveis.

O token lastreado é uma mera representação criptográfica de um ativo real. O token ReitBZ emitido pelo Banco BTG Pactual, é lastreado em imóveis, e inclusive já distribuiu mais de 200 mil Dólares aos seus detentores.

No vídeo abaixo, da @usecripto, é possível acompanhar o passo-a-passo da compra de tokens de precatório, outro exemplo sólido e seguro lastreado em ativos reais.

Utility tokens, ou tokens de utilidade

Estes criptoativos representam um acesso a um produto ou serviço. Os utility tokens não são projetados para ser um instrumento de investimento. Ou seja, não é função primária deste criptoativo atuar como moeda, em oposição ao Bitcoin, que funciona para intermediar compras e trocas.

O principal objetivo dos tokens de utilidade é assegurar ao seu detentor acesso a produtos e serviços, sejam eles virtuais ou físicos, dentro de um ecossistema próprio.

Existem plataformas descentralizadas que utilizam estes tokens para permitir o voto de seus detentores. Nesse sentido, são decisões que variam desde a taxa de remuneração para depósitos, até as regras para utilização da plataforma.

De maneira similar, utility tokens podem funcionar na de pré-venda de serviços ou produtos, ou assegurar benefícios exclusivos, além de muitos outros casos.

O Mercado Bitcoin lançou em 2020 dois exemplos de sucesso em liquidez na negociação e base diversificada de usuários. Trata-se do tokenChiliz (CHZ) da plataforma socios.com de interação entre clubes, ligas e seus fãs, além do token WiBX (WBX), da plataforma de promoção nacional de varejo Wiboo.io

Confira esta novidade no vídeo abaixo, “O que são Utility tokens?”

O que é ICO, oferta pública de criptoativo?

Existem várias formas de distribuir uma criptoativo em seu lançamento. No caso de um token no padrão ERC-20 da Ethereum, é possível distribuir gratuitamente para todos os detentores de Ether (ETH). Este modelo é conhecido como AirDrop, ou livre distribuição.

No entanto, há desenvolvedores de tokens que preferem realizar uma venda destes criptoativos. Esta pessoa, grupo ou empresa pode cobrar da forma que desejar, embora o pagamento em ETH, BTC e stablecoins sejam mais comuns. No caso, stablecoins são criptoativos pareados em Dólar, que tendem a manter sua cotação próxima de 1 Dólar.

Esta oferta de criptoativos ficou conhecida por ICO, e novamente, não há uma regra ou órgão regulador responsável pela organização. Isto ocorre por conta da natureza descentralizada das criptomoedas, já que não existe uma forma de impedir ou sancionar a criação de novos tokens.

Um exemplo que ficou mundialmente conhecido foi o ICO de EOS, realizado pela empresa Block.one. Além do fato curioso de ter durado um ano, levantou o equivalente a 4,1 bilhões de Dólares.

Qual a diferença entre ICO e IPO?

IPO é a oferta pública de ações de empresas, usualmente negociado em bolsas de valores tradicionais. Quem organiza e coordena estas ofertas são os bancos e corretoras, regulados e fiscalizados pelos governos e autoridades monetárias.

Desta forma, a diferença básica é que o investidor de um IPO recebe ações de uma empresa. Isto já não é verdade para o ICO, onde são oferecidos criptoativos. Além disto, no ICO não é necessário um agente intermediador, embora as corretoras (exchanges) tenham aumentado sua participação neste segmento.

Nesse sentido, a exchange dá algum “selo” de qualidade, já que os usuários que confiam em seus serviços passam a contar com um intermediador assegurando que o emissor do criptoativo irá efetivamente entregar algo. Neste caso, o ICO passa a se chamar IEO, ou Oferta Inicial por uma Exchange.

A segurança digital é fundamental para evitar cair em golpes, ou até mesmo perder as chaves-privadas e senhas de acesso à suas carteiras de criptoativos.

Como funciona um ICO ou IEO?

Novamente, não há uma regra para estas ofertas, e vão variar caso a caso. Por este motivo, surgem tantas ofertas maliciosas, fazendo promessas ou anunciando parcerias inexistentes. De maneira geral, o criador deste criptoativo anuncia um período de captação, ou seja, da venda inicial.

Os interessados neste momento possuem pouca ou nenhuma informação sobre o criptoativo, pois o mesmo se resume à algumas linhas de código e eventualmente um artigo explicando o conceito, conhecido como whitepaper. Deste modo, trata-se de algo extremamente arriscado, e justamente por isso, seu potencial de retorno é alto.

No caso do IEO, a oferta inicial de criptomoedas intermediada por uma exchange, usualmente há uma análise realizada pela equipe técnica, reduzindo assim as chances de golpes. Entretanto, mesmo equipes experientes podem deixar passar brechas nos smart contracts, os contratos digitais programáveis. Desta forma, mesmo após o término da oferta e respectiva entrega aos investidores, o risco de falha continua existindo.

A vantagem, em ambos os conceitos, o ICO direto do ofertante, quanto o IEO intermediado pela exchange, é que ao final do processo, o investidor é realmente dono deste token. Criptoativos podem ser livremente movimentados e custodiados, ou seja, armazenados, de maneira independente.

Escolhendo uma exchange confiável

Embora as corretoras de valores tradicionais sejam muito semelhantes entre si, no universo dos criptoativos as exchanges variam bastante em liquidez, e até mesmo na oferta de produtos. O mesmo Bitcoin (BTC) ou Ethereum (ETH) pode negociar com preços diferentes em cada exchange, especialmente em dias de forte variação.

O Mercado Bitcoin destaca-se por se tratar da corretora de criptoativos com maior base de clientes, recentemente ultrapassando a marca dos 2 milhões. Isto nos propicia a liderança absoluta em volume de negociação, comprovada através de nossa experiência de 7 anos de funcionamento.

Um dos pilares centrais do Mercado Bitcoin é sua preocupação com a segurança. Nossos clientes contam a Verificação em Duas Etapas (2FA), palavra segura, entre outros, para acessar suas contas e realizar operações. Além disso, mantemos grande parte dos criptoativos de nossos clientes em cold wallets, não conectadas à internet.

O Mercado Bitcoin acredita em um trabalho conjunto com órgãos reguladores para desenvolver o mercado cripto no Brasil de forma séria e profissional. Nos orgulhamos de figurar entre as 25 exchanges mais confiáveis do mundo para negociar criptomoedas, segundo estudo conduzido pelo Blockchain Transparency Institute (BTI).

Por este motivo, ao escolher uma exchange de confiança, busque se informar sobre segurança, eventual histórico de falhas, além da reputação da própria equipe.

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