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Confira as 6 principais diferenças entre Bitcoin e Ethereum!

13/04/2021

9 minutos de leitura

Confira as 6 principais diferenças entre Bitcoin e Ethereum!

Bitcoin e Ethereum, as duas maiores criptomoedas, na superfície são muito similares quando analisamos o uso do blockchain, mineração, e ausência de um controlador central. No entanto, quem se aprofunda um pouco no estudo, percebe que há mais diferenças do que semelhanças, inclusive na proposta de valor e objetivos.

O Bitcoin pretende manter sua camada-base solidificada, ou seja, as regras e limites de emissão, além de garantir que eventuais mudanças sejam retro-compatíveis. Isso causa consequências, e algumas delas negativas, porém dá segurança para quem deseja manter seus satoshis (frações) por anos ou décadas.

Enquanto isso, o Ethereum já sofreu grandes mudanças, e está em vias de lançar uma nova rede, ETH 2.0, praticamente do zero. Fique tranquilo, pois será possível converter suas moedas quando a nova rede estiver operacional. No entanto, é fato que o projeto busca inovação, mesmo que abra mão da descentralização em alguns pontos.

Em suma, cada vez mais a criptomoeda criada por Vitalik Buterin tenta se distanciar do Bitcoin, e isso se tornará mais visível quando abandonar a mineração tradicional. Não há necessariamente um melhor ou pior nessas questões, pois os objetivos de cada uma das redes é completamente diferente.

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Bitcoin (BTC) e Ethereum (ETH) são criptomoedas?

Sim. Quando falamos nas criptomoedas Bitcoin (BTC) e Ethereum, mais precisamente o Ether (ETH), ambos são ativos digitais com suas próprias redes blockchain, este banco de dados sem um coordenador central.

Embora existam diferenças na forma na qual os dados são armazenados, na prática, o resultado é o mesmo. As transações, após confirmação dos mineradores, são irreversíveis, e somente o dono de cada endereço consegue movimentá-las.

Em resumo, ambos possuem as mesmas funcionalidades básicas de armazenamento, divisibilidade, transferência, segurança, e independência. Todas as movimentações e saldos dos endereços são públicos e auditáveis.

Ainda está com dúvidas sobre blockchain? Acompanhe este artigo onde explicamos o que é e como funciona a tecnologia do blockchain.

Quais as principais diferenças do Ethereum?

O blockchain do Ethereum possui mais camadas de informação que o Bitcoin, que por sua vez é mais simples, armazenando apenas o saldo de cada endereço. Além disso, o Ethereum é capaz de executar programas de forma automática, desenvolvidos na linguagem computacional própria, Solidity.

O objetivo do Ethereum é ser uma plataforma para executar de forma automática aplicações descentralizadas através de uma infraestrutura compartilhada. Por exemplo, o saldo de ETH em cada endereço é armazenado nessas camadas adicionais, a mesma utilizada para registro de movimentação dos tokens, os criptoativos sem blockchain próprio.

Já no Bitcoin a única forma de saber o saldo de determinado endereço é vasculhando todo o histórico da rede, desde o memento no qual aquela fração de Bitcoin (satoshi) foi minerada. Em contrapartida, algumas instruções simples, como as carteiras multi-assinatura (MultiSig) fazem parte da rede, sem necessidade de contratos programáveis, os smart contracts.

Ethereum é mais rápido que Bitcoin?

Os blocos da rede blockchain são as sequencias de dados onde são inseridas as transações e movimentações. Enquanto no Bitcoin, são encontrados em média um a cada 10 minutos, no Ethereum esse prazo é de 13 segundos.

Embora na teoria isso agilize as confirmações, na prática, depende do poder computacional dos mineradores. Por este motivo, é comum que as exchanges aguardem 30 ou 50 confirmações antes de aceitar depósitos de Ethereum (ETH), enquanto no Bitcoin dificilmente passa de 2.

De qualquer modo, em linhas gerais, Ethereum é mais rápido que Bitcoin, exceto talvez quando estamos falando de grandes quantias. Neste caso, seria necessário aguardar cerca de 70 minutos na rede Ethereum, ante 50 minutos no Bitcoin, segundo dados do site howmanyconfs.com.

Bitcoin é mais escasso que Ethereum?

Sim. Em primeiro lugar, o Bitcoin possui, desde sua criação, um limite bem definido de 21 milhões de moedas em circulação. Além disso, nunca houve uma pré-impressão de moedas, ou seja, tudo foi minerado por qualquer participante de forma igualitária.

O Ethereum, até o momento, não possui limite de impressão, embora existam propostas para alterar isto. Além disso, a Ethereum já nasceu com 72 milhões de moedas, distribuidas entre pré-investidores, desenvolvedores, Fundação Ethereum, além dos participantes do ICO.

Cabe lembrar que há propostas, algumas delas agendadas para 2021, que visam reduzir a emissão de novas moedas, e mesmo um mecanismo de ‘burn’ (destruição) de parte das taxas de processamento da rede.

Estes ajustam sinalizam que apesar do Bitcoin ser mais escasso hoje, o Ethereum possui uma política flexível, e no momento, estão fazendo mudanças para tornar a moeda deflacionária.

O que o Ethereum busca?

Para atingir esta maior capacidade de processamento de dados, a Ethereum 2.0 optou por abandonar a mineração, conhecida como Prova de Trabalho, ou Proof of Work. No novo modelo de Prova de Participação, são exigido depósitos dos validadores, que ficam de garantia para assegurar sua honestidade.

A próxima etapa o ETH 2.0 irá criar 64 camadas adicionais de informação. Este processamento paralelo permite que diferentes grupos de validadores atuem de forma simultânea. Em suma, aumenta significativamente a capacidade de processamento da rede.

Desse modo, a rede pretende ser uma estrutura computacional para aplicações descentralizadas de terceira geração, incluindo Web 3.0. Ao reduzir drasticamente o custo das transações, o projeto busca aturar como a Amazon Web Services (AWS), fornecendo a estrutura para que outras redes e criptoativos utilizem seus serviços.

Acompanhe este outro artigo que explica o que é o Ethereum 2.0, e como comprar esta criptomoeda.

Escalabilidade e custo de transação

O problema que o Bitcoin e Ethereum enfrentam hoje não é novo. No final de 2017, ambas as redes já haviam presenciado taxas por transação ultrapassando os 3 dólares. Existe um tripé onde, ao menos atualmente, é impossível satisfazer integralmente a todos.

Primeiramente, temos a segurança, ou seja, a confiabilidade de que uma transação não será revertida. Em seguida, a velocidade para que isto ocorra. Deve-se considerar o tempo para que todos os participantes da rede sejam informados da transação. Por último, o grau de descentralização, ou seja, o poder de um pequeno grupo de alterar as regras ou validar transações.

Não existe um consenso entre qual a melhor solução para aumentar a capacidade de processamento do blockchain. Enquanto algumas redes buscam aumentar o tamanho do bloco, outras seguem o Ethereum com canais paralelos (sharding). Já o Bitcoin dá mais importancia a descentralização, por isso aposta na segunda camada funcionando de forma independente, com seu próprio mecanismo de consenso.

Ambos possuem aplicações descentralizadas?

Por conta de seu blockchain mais simples, com uma única camada, o Bitcoin não permite aplicações descentralizadas nativas. No entanto, é possível conseguir isto através de sidechains, ou redes em paralelo. A interoperabilidade permite funcionalidades de smart contracts, tokens (criptoativos), e até mesmo de finanças descentralizadas.

Nada disso é um sonho, pois a Lightning Network e Liquid encontram-se em funcionamento hoje, executando justamente estas funções. De fato, tais projetos são rudimentares quando comparados ao ecossistema da Ethereum, que conta atualmente com exchanges descentralizadas (DEX), além de plataformas de empréstimo e alavancagem com ativos sintéticos.

Resumindo, as diferenças básicas são:

  • múltiplas camadas no Ethereum;
  • intervalo entre os blocos;
  • taxa de emissão e consequente limite de moedas;
  • escalabilidade via Prova de Participação do Ethereum 2.0;
  • imutabilidade e segurança do Bitcoin ante a flexibilidade e busca de novas funcionalidades do Ethereum.

No vídeo abaixo a equipe da @usecripto explica resumidamente as características de cada criptomoeda, tanto do Bitcoin quando da Ethereum, confira:

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