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Conheça as altcoins listadas no Mercado Bitcoin

04/09/2020

Conheça as altcoins listadas no Mercado Bitcoin

Em 3 de janeiro de 2009 o primeiro bloco da rede Bitcoin foi minerado, dando início ao que atualmente chamamos de criptomoedas. Ao contrário do que se imagina, Satoshi Nakamoto, esta figura anônima por trás desta criação, afirmou que seria útil outras blockchains independentes, com criptomoedas nativas próprias, conhecidas como altcoins.

O principal argumento de Satoshi é que estas outras redes teriam mais liberdade para realizar mudanças, sem ficar preso às eventuais taxas de mineração mais altas no Bitcoin, além de não ser possível escalar todas as criptomoedas em uma única base de dados.

Seria estranho alguém que luta pela liberdade e soberania do indivíduo ser contra a inovação, ou do direito das pessoas tentarem caminhos diferentes. Daquele debate em fóruns de discussão em 2010 nasceu a ideia do BitDNS, que posteriormente foi renomeado para Namecoin (NMC), a primeira altcoin, ou critpmoeda alternativa.

Agora que já estabelecemos este histórico, vamos avançar na linha do tempo e analisar as alternativas ao Bitcoin disponíveis para negociação no Mercado Bitcoin. Vamos ver o que efetivamente trouxeram de novidade, além das vantagens e desvantagens de cada uma.

Caso queira aprender a diferença entre blockchain e Bitcoin, preparamos este outro artigo para tirar suas dúvidas.

A bolha de 2017 e o ajuste subsequente

Após uma valorização meteórica ao longo de 2017, a capitalização total de mercado atingiu um pico de USD 835 bilhões em 7/Jan/2018. Haviam diversas promessas e os investidores estavam em um claro momento de euforia, enquanto marqueteiros aproveitavam para anunciar parcerias sem mérito técnico.

Ao longo de 2018 uma nova realidade entrou em vigor, e o mercado entrou em uma fase de ajuste, com os projetos mais sérios começando a se distanciar do restante. No final do ano, período que ficou conhecido como inverno das criptomoedas, sua capitalização total retrocedeu para USD 100 bilhões.

As altcoins, ou moedas alternativas, representavam cerca de 45% do mercado, que é majoritariamente liderado pelo Bitcoin. Foi então que projetos com uma base de usuários forte mostrou resiliência, conforme ranking de 9/Dez/2018:

Conheça as altcoins listadas no Mercado Bitcoin

Haviam mais de 2.000 criptomoedas listadas, embora em volume, usualmente as 20 maiores representem mais de 90% deste montante.

Na live abaixo, nosso Diretor Fabrício Tota debateu as principais altcoins com Carol Dias, do canal Riqueza em Dias.

Ethereum (ETH)

Foi um dos primeiros ICOs, ou ofertas públicas de tokens, a ser realizado. Levantou cerca de USD 18 milhões em meados de 2014, embora o lançamento da rede tenha ocorrido somente um ano depois. Em linhas gerais, é um blockchain similar ao do Bitcoin, porém com camadas adicionais permitindo a execução de contratos previamente programados, os smart contracts.

Seu whitepaper, no qual foi baseado todo o projeto, foi desenvolvido por Vitalik Buterin, um russo-canadense, na época com 19 anos. Uma nova linguagem de programação denominada Solidity foi desenvolvida para permitir que tais contratos pré-programados rodassem de forma simultânea em toda a rede. Este desenvolvimento permitiu o surgimento do protocolo ERC, que hoje é dominante na área de tokens, ou criptoativos.

Os tokens ERC-20 se tornaram o padrão da indústria, e seu maior caso de uso foram os ICOs de 2017/18, embora nos anos seguintes tenham surgido aplicações mais avançadas como os aplicativos financeiros descentralizados (DeFi), exchanges descentralizadas (DEX), além das organizações autônomas (DAO).

É verdade que muitas destas tecnologias ainda são experimentais, mas é inegável o tamanho da indústria, que já ultrapassa os USD 1,7 bilhão em aplicações financeiras descentralizadas na rede Ethereum.

Ethereum

Ripple (XRP)

Trata-se de um dos criptoativos mais controversos, embora um dos mais antigos. Lançado no início de 2013, utiliza uma tecnologia de ledger, um banco de dados público, no entanto, as transações precisam ser aprovadas por um grupo de validadores. Ao contrário do Bitcoin, não há a figura do minerador, bastando existir um consenso entre esses validadores, fazendo com que tal registro seja quase instantâneo e sem custo.

Todas os 100 bilhões de tokens foram criados antes do lançamento da rede, dos quais 20% foram destinados aos fundadores. A empresa por trás do ICO, Ripple Labs, levantou mais de USD 7,5 milhões ao longo de 2013 com renomados fundos de investimento.

Disputas internas levaram à saída de um dos co-fundadores, Jed McCaleb, que optou por criar outra criptomoeda, a Stellar (XLM).

A empresa Ripple Labs optou por se firmar como uma solução de pagamentos integrada ao sistema financeiro tradicional, conseguindo inclusive aval do Estado de NY através da BitLicense em 2016. O sucesso foi tamanho que a empresa conseguiu captar mais de USD 120 milhões de fundos de investimento de Venture Capital e Private Equity. Seu foco migrou gradualmente de substituto do SWIFT, o sistema internacional de liquidação financeira tradicional, para um modelo complementar, voltado para remessas internacionais instantâneas.

As vendas do token XRP seguem como principal fonte de receita da empresa Ripple Labs, o que traz muitas críticas. No aspecto tecnológico são apontados como fatores de semi-centralização da rede o fato de terem perdido o registro dos 32.500 primeiros blocos, além do controle da empresa no desenvolvimento do código e seleção dos validadores.

De qualquer maneira, o esforço para inserir do projeto no sistema financeiro tradicional, contando com parceiros de renome, parece ter mostrado relevância, ao menos por enquanto.

xrp

Bitcoin Cash (BCH)

Após uma crescente disputa interna sobre os rumos que deveriam ser tomados para possibilitar a escalabilidade na criptomoeda Bitcoin, um grupo optou por realizar um hard fork, criando uma nova criptomoeda. O Bitcoin Cash (BCH) nasceu em agosto de 2017, contando com o apoio das maiores fabricantes de mineradoras ASICs, algumas das principais exchanges, pools (cooperativas) de mineração, e custodiantes.

A ideia do grupo por trás do Bitcoin Cash era aumentar o limite do bloco de 1 MB para 8 MB, além de remover as alterações feitas para a entrada do Segwit, a solução de escalabilidade defendida pelos usuários e desenvolvedores do Bitcoin através de segunda camada. Por se tratar de um fork, um clone, o código-fonte do Bitcoin Cash (BCH) é muito semelhante ao do Bitcoin, além de ter possibilitado a transposição de todos os endereços e saldos da rede antiga.

O algoritmo de mineração foi levemente alterado, além de ter sido criada uma barreira de verificação a cada 10 blocos, salvando o estado da rede, para evitar ataques 51%. Seu hashrate, ou poder de mineração, é cerca de 96% menor que o Bitcoin. Além disto, a moeda sofreu uma nova cisão em agosto de 2018, tendo parte dos desenvolvedores e apoiadores migrado para o Bitcoin Satoshi Vision (BSV).

bitcoin cash

Litecoin (LTC)

A ideia por trás do Litecoin era simples: fazer modificações mínimas no protocolo Bitcoin, reduzindo o tempo entre cada bloco para 2,5 minutos. Além disso, apostou num mecanismo de mineração scrypt, que necessita de menos capacidade computacional. O objetivo era criar uma alternativa mais rápida, para transações menores, portanto auto-intitulada “prata” em relação ao “ouro” do Bitcoin.

Criada em outubro de 2011 por um ex-funcionário da Google e da exchange Coinbase, começou como um fork do Bitcoin, porém aproveitando o algoritmo de mineração de outra moeda, a Tenebrix. Seu fundador Charlie Lee havia feito uma tentativa anterior chamada Fairbrix, porém não foi adiante por conta de algumas falhas no código.

Foi a primeira moeda a implementar o Segwit, que permitiu a solução de escalabilidade em segunda camada. O fato de ter menos desenvolvedores, além de um grupo mais coeso de apoiadores, ajudou nas questões necessárias para se obter o consenso necessário para implementar tais mudanças.

Sua força está no amplo histórico de negociação nas exchanges mais importantes, além de um sistema robusto, uma vez que é praticamente idêntico ao Bitcoin. Seus críticos apontam para a venda da totalidade das moedas do fundador ao final de 2017, além do baixo número de desenvolvedores ativos no projeto, que efetivamente entregou muito pouco no último ano.

litecoin

USD Coin (USDC)

Stablecoin é uma criptomoeda cuja cotação fica sempre muito próximo de 1 Dólar, ou na tradução literal, uma “moeda estável”. Desta forma é possível unir a transparência e segurança do blockchain à estabilidade das moedas fiduciárias, as moedas emitidas pelos governos.

USD Coin é uma stablecoin 100% lastreada em Dólar, uma iniciativa da Circle e da Coinbase, empresas reguladas conforme as leis norte-americanas. Os Dólares equivalentes de cada USDC emitida estão depositados em uma conta bancária nos EUA. Neste caso, os valores são regularmente auditados pela empresa Grant Thornton LLP.

Trata-se da segunda maior stablecoin em circulação, rodando na rede Ethereum sob a forma de um criptoativo no padrão ERC-20. A USD Coin é focada na regulação, obrigado todos os membros envolvidos a estarem em conformidade com as leis locais onde operam.

O maior risco da USD Coin é a variação cambial, pois o USDC é lastreado em Dólares. Uma desvalorização frente ao Real irá causar uma queda na cotação do criptoativo. Além disto, existe o risco do emissor, cuja política de risco você pode conferir nesta página.

usdc

PAX Gold (PAXG)

Embora as stablecoins tenham surgido como moedas pareadas ao dólar, este mesmo conceito pode ser aplicado para outros ativos. Cada moeda PAX Gold (PAXG) emitida possui 1 onça (31,1 gramas) de ouro equivalente em custódia da Brink’s.

De maneira semelhante às stablecoins pareadas em dólar, o emissor da criptomoeda é responsável por assegurar que a quantidade emitida seja compatível com o lastro. Fundada em 2012, a Paxos nasceu com a exchange itBit de Cingapura. Em 2015 a empresa passou a ser uma entidade 100% regulada nos EUA.

A empresa emissora Paxos garante aos detentores o direito de resgatar, a qualquer momento, a quantia em ouro equivalente. Desta forma mesmo que o token não negocie em exchanges, seu detentor não corre o risco de perder conversibilidade.

Ainda não conhece as stablecoins? Fique tranquilo, neste outro artigo explica no detalhe para que servem as stablecoin, questões regulatórias, além dos benefícios para seus detentores.

pax gold

Utility tokens, ou de utilidade

Os criptoativos, ou tokens, são divididos em diferentes classes. Os utility tokens, ou de utilidade, representam um acesso a um produto ou serviço.

Estes instrumentos não são desenhados como instrumentos de investimento, ou seja, não é função primária do token de utilidade atuar como moeda, seja armazenando valor ou intermediando trocas entre outras moedas.

Seu objetivo principal é assegurar ao seu detentor acesso a produtos e serviços, sejam eles virtuais ou físicos, dentro deste ecossistema. Os tokens de utilidade podem funcionar como cupons de pré-venda, direitos de voto, benefícios para colaboradores, programas de fidelidade, e muitos outros casos.

Atualmente temos listado em nossa plataforma:

WiBX (WBX):

sistema de combustível da rede Wiboo.io, uma plataforma de promoção nacional voltada para o varejo. Trata-se de um ecossistema de premiação, que permite aos usuários divulguem suas marcas favoritas, em troca de tokens WBX.

Chiliz (CHZ):

token da plataforma Socios.com, focada na interação entre clubes e ligas com sua base de fãs. Este ecossistema baseia-se na atração e interação com torcedores, permitindo que os próprios clubes, atletas e equipes lancem seus tokens independentes.

Inovação e segurança

O Mercado Bitcoin foi uma das pioneiras na América Latina, e acredita que as criptomoedas devem continuar inovando, testando, e mais importante, democratizando o acesso à tecnologia e o mundo financeiro digital.

Uma prova desta inovação foi o lançamento da plataforma MB Digital Assets, onde passamos a oferecer tokens com pouquíssima volatilidade de cotação, embora com um retorno muito acima da renda fixa.

Por este motivo acreditamos na importância de estudar e estar atento às novidades, que embora possam representar excelentes oportunidades de investimento, trazem consigo incertezas tecnológicas, além do próprio conflito de poder dentro das equipes desenvolvedoras. Desta forma, optamos por atuar com parcimônia ao decidir quais criptomoedas devem ser listadas na plataforma.

Nossa preocupação é a segurança de nossos clientes, além da questão da própria liquidez, o giro diário médio em cada ativo. De qualquer maneira, listamos abaixo três projetos que vêm se destacando e ganhando fama no mercado.

Dê o play e veja um panorama completo das criptos que temos no nosso portfólio.

Ainda tem dúvidas sobre altcoins e criptomoedas? Entre em contato com nossa equipe de suporte. O Mercado Bitcoin encontra-se à disposição para auxiliá-lo nesta jornada.

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