Criptodicionário: para entender a criptoeconomia

Quer entender mais sobre bitcoins e o mercado de criptomoedas, mas costuma ficar perdido no assunto quando tenta conversar com amigos já familiarizados com o tema?

Pois bem: não desista! Nós podemos ajudar! Afinal, são tantos termos do mercado financeiro combinados ao universo da tecnologia que nem sempre é fácil entender, muito menos se sentir seguro para investir em moedas digitais. Pensando nisso, criamos um pequeno dicionário reunindo as principais palavras e expressões da criptoeconomia.

HODL — Derivada da palavra “hold”, que quer dizer segurar em inglês, hodl, (sim, com o D antes do L) é uma abreviação da expressão Hold On For Dear Life, que se refere a ação de segurar e não vender uma criptomoeda por um bom tempo, esperando uma grande valorização.

Mão de alface — expressão que saiu do futebol para o universo das moedas digitais indica quem não consegue conviver com a volatilidade das criptoativos e, ao primeiro sinal de baixa, simplesmente abre mão delas.

FOMO — “Fear Of Missing Out”, expressão em inglês que pode ser traduzida como “medo de perder uma oportunidade”. É o que você sente quando um ativo está valorizando, todo mundo está comprando, menos você. Cuidado com essa armadilha: melhor ficar de fora do que comprar na alta.

Blockchain — É a tecnologia que está por trás do Bitcoin. Funciona como um livro-razão que registra todas as transações ocorridas na rede Bitcoin. Ele forma uma cadeia contínua de hashes (comprovantes de transações) verificados pela própria rede, compondo um registro único, que não pode ser modificado.

Full Node — É o programa que contém as regras de consenso da rede Bitcoin e uma cópia completa do Blockchain. Nem todo full node é minerador, mas todo minerador é necessariamente um full node.

Minerador — Participante da rede que gasta energia elétrica em cálculos feitos por supercomputadores para criar blocos válidos e adicioná-los ao Blockchain.

Pump — Quando o preço de um ativo está subindo muito rápido. O contrário disso é o dump. A expressão pump-dump é usada para se referir a uma manipulação de mercado.

Confirmações — Uma transação é confirmada quando é adicionada a um bloco válido. Após outro bloco ser adicionado na rede, depois do primeiro, a transação terá duas confirmações, e assim por diante. As confirmações só podem ser realizadas por mineradores.

Altcoins — São tokens digitais “alternativos” ao Bitcoin. Muitas deles surgiram de forks do Bitcoin, como o Litecoin e o Bitcoin Cash, que também estão disponíveis para negociações na plataforma do Mercado Bitcoin.

Forks — Os forks são atualizações no protocolo ou no código de determinado criptoativo. Quando não há consenso na comunidade sobre qual caminho seguir, normalmente gera-se um fork e uma nova criptomoeda. Os principais exemplos são o Litecoin e Bitcoin Cash, que são forks do Bitcoin.

Wallets — As “carteiras” de criptoativos são softwares usados para gerenciar o endereço e a chave privada, permitindo o recebimento, envio e consultas ao saldo de bitcoins.

Exchanges — As exchanges, ou corretoras de criptoativos (entre elas o Mercado Bitcoin), fazem a intermediação de compra e venda de moedas digitais e guarda das moedas na carteira dos clientes.

FUDFear, Uncertainty and Doubt (“medo, incerteza e dúvida”, em português). Frequentemente o bitcoin passa por momentos em que o preço cai muito ou fica estagnado. Isso deixa o mercado inseguro e essa sigla resume o sentimento.