Criptoativos

Saiba quais são as perspectivas para o dinheiro virtual!

06/05/2021

9 minutos de leitura

Saiba quais são as perspectivas para o dinheiro virtual!

A crise de 2008 foi marcada pelo excesso de risco das financeiras, especialmente no setor imobiliário. Com isso, os governos foram obrigados a resgatar bancos e montadoras de automóveis. Algo antes impensável foi aprovado em prazo recorde: um de auxílio de 787 bilhões de dólares.

Este movimento gerou uma insatisfação na população, porém, não existia uma alternativa viável, um sistema financeiro independente de governos e bancos. Isso tudo mudou em 3 de janeiro de 2009, no lançamento da rede Bitcoin.

No início, havia grande desconfiança sobre este dinheiro virtual, a moeda bitcoin, inclusive entre os entusiastas de computação. Afinal? Por que alguém iria se aventurar em algo com tanta incerteza, sem aceitação, nem tampouco valor de mercado?

Ao longo desses 12 anos o mercado de criptomoedas evoluiu de forma espantosa, atingindo um valor de mercado que supera os 2 trilhões de dólares. Ao mesmo tempo, estamos engatinhando nas questões de escalabilidade, privacidade, usabilidade e até mesmo na interação com o sistema financeiro tradicional.

Quer saber quais as perspectivas para o dinheiro digital? O Mercado Bitcoin, a exchange líder na América Latina em número de clientes, explica para onde caminha este ecossistema.

O que dá valor ao dinheiro virtual?

Os usuários que rodam o software da rede Bitcoin em suas máquinas são capazes de verificar todo o histórico de transações, além do estoque de moedas disponível. Ou seja, trata-se de um sistema barato e eficiente, onde qualquer pessoa com um computador e conexão de internet consegue realizar transferências de forma autônoma e segura.

De maneira análoga ao ouro, existe uma quantidade previsível de moedas mineradas por ano, além de um estoque total limitado. Embora seja fracionável, a quantidade de Bitcoin em circulação jamais irá ultrapassar os 21 milhões pré-estabelecidos. Este limite é reforçado no código-fonte de todos os usuários da rede.

Dessa maneira, não é possível um pequeno grupo tomar o controle, alterando a política monetária, ou mesmo censurar transações. No entanto, o valor do Bitcoin, assim como das demais moedas virtuais, vem exclusivamente da intenção de compra e venda de seus participantes.

No vídeo abaixo, a equipe da @usecripto explica o que é o Bitcoin, para que serve, e como é utilizado.

Para que serve o dinheiro digital?

Não importa se estamos falando de Bitcoin, Ethereum, Litecoin, ou qualquer outra criptomoeda. A aceitação da moeda depende dos próprios interessados, por exemplo, uma loja ou profissional liberal que aceite criptomoedas como pagamento.

De fato, existem as corretoras (exchanges) e intermediadores (gateways) onde é possível converter estes ativos digitais em moeda fiduciária, os dólares, Reais e Euros. Além disso, centenas de caixas-eletrônicos e alguns cartões pré-pagos aceitam criptomoedas como pagamento.

No entanto, este não é o principal objetivo do dinheiro digital. Quando ocorre a conversão, as vantagens do blockchain, este banco de dados sem um coordenador central, são perdidas. Um exemplo prático são as carteiras multi-assinatura (multisig), na qual é necessário mais de uma senha para movimentar as moedas.

Quais as vantagens das moedas digitais?

O dinheiro digital permite criar regras para sua utilização. A rede Ethereum, da criptomoeda ETH, colocou em prática uma estrutura de dados paralela que possibilita executar contratos digitais programáveis (smart contracts).

A diferença para um software comum é sua capacidade de auto-execução de forma autônoma, sem a necessidade de intervenção humana. Estes smart contracts são executados na própria rede, se aproveitando das máquinas que validam as transações. Desta maneira, não é possível impedir ou censurar as instruções contidas neste contrato.

Essa tecnologia abriu caminho para as aplicações descentralizadas (dApp), que incluem casas de apostas, aplicativos de empréstimo, centrais de negociação (marketplaces) e até mesmo exchanges para trocas de criptoativos.

Por último, o dinheiro digital permite que a própria pessoa faça sua custódia, a guarda dos ativos, sem depender de bancos ou intermediários. Acompanhe conosco como funcionam as carteiras de dinheiro digital (wallets) neste outro texto.

Qual o valor das moedas além do Bitcoin e Ethereum?

Existem mais de 9.000 criptoativos em circulação, embora os 20 maiores representem 87% deste montante. De fato, nem todas são criptomoedas propriamente ditas, ou seja, com rede blockchain própria.

No universo do dinheiro virtual existem os criptoativos, por exemplo, o USD Coin (USDC), que possui 1 dólar de reserva para cada moeda emitida. Nesse caso, a cotação do USDC caminha bem próxima do dólar, já que é possível a conversão entre ambas.

Um segmento que cresceu exponencialmente foi o das finanças descentralizadas (DeFi). ChainLink (LINK), por exemplo, possibilita a coleta e transferência segura de dados do mundo físico para as aplicações rodando no blockchain. Nesse sentido, o preço por este serviço é pago de forma automática através de smart contracts utilizando o criptoativo LINK.

De forma resumida, nem todo dinheiro virtual é criptomoeda, já que estes tokens de utilidade funcionam para pagamento em seu próprio ecossistema.

Quais as perspectivas para o dinheiro virtual?

Primeiramente, temos a integração das criptomoedas aos principais intermediadores (gateways) de pagamento, incluindo Paypal, Apple Pay, Mastercard e Square. Em seguida, temos o lançamento dos ETFs, os fundos de criptomoedas negociados em bolsa de valores.

Pode parecer algo trivial, afinal, qual a vantagem de listar em forma de ação? É preciso lembrar que a maioria dos fundos de investimento não podem investir diretamente em imóveis ouro, ou até mesmo Bitcoin. Por isso, os fundos imobiliários, de moedas e de ouro, fazem tanto sucesso.

Por último, uma tendência que está ocorrendo é a aceitação de moedas virtuais no pagamento de serviços e produtos. A fabricante de automóveis elétricos Tesla, além de ter comprado Bitcoin com parte de seu caixa, passou a aceitar pagamentos em criptomoedas.

Vale a pena investir em criptomoedas?

Sim, pois apesar da alta acumulada de 162% em 2021 até 22 de abril, a capitalização total de mercado do segmento ainda é de 2 trilhões de dólares. O mercado de ações global ultrapassa os 100 trilhões, enquanto os imóveis residenciais somam outros 220 trilhões.

Outro aspecto que mostra o quão incipiente é o segmento é o número de empresas e fundos de investimento que possuem moedas virtuais em seus balanços. Conforme cresce sua utilização e outras mentes brilhantes e respeitadas passam a defender publicamente seu valor, maior o potencial deste mercado.

É difícil imaginar um erro grosseiro de avaliação de investidores renomados como Stanley Druckenmiller, Paul Tudor Jones, Abigail Johnson e Catherine Wood. Até mesmo bancos que antes afirmavam não enxergar valor no dinheiro digital, como JP Morgan e Goldman Sachs, mudaram o discurso e passaram a oferecer e recomendar alocação para seus clientes.

Este outro artigo explica em mais detalhes porque ainda vale a pena investir em Bitcoin após a forte alta nos últimos meses.

Como investir de forma segura?

Para evitar surpresas negativas, a melhor saída é diversificar a carteira de investimentos. É possível minimizar as perdas ao dividir o montante em ativos com diferentes classes de risco e vetores de crescimento.

Por este motivo, o Mercado Bitcoin busca uma oferta diferenciada para ajudar seus clientes a diversificar seus investimentos. Isto é possível buscando alternativas mais seguras e rentáveis, sem tanta volatilidade, a variação diária das cotações.

Tokens de precatório, tokens de consórcio, PAX Gold, Vasco Token e criptomoedas são cinco opções que juntas, trazem diversificação e segurança em períodos de crise.

Nossa recomendação é que você comece pequeno, porém explorando novas classes de ativos. O objetivo é ganhar confiança e experiência através de aportes regulares, porém aproveitando dias de quedas na cotação para compras.

Um outro ponto importante sobre a segurança é sempre procurar parceiros confiáveis na hora de iniciar suas negociações. Pesquise sobre a infraestrutura da empresa, tempo de existência, notícias na mídia, certificados, enfim.. todo tipo de informação disponível na internet para se certificar de que está negociando em uma plataforma segura e transparente.

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