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Ethereum vai desbancar o Bitcoin? Confira nossa análise

28/07/2020

Ethereum vai desbancar o Bitcoin? Confira nossa análise

Embora tanto o Ethereum (ETH) quanto o Bitcoin (BTC) sejam criptomoedas, não competem diretamente no mesmo segmento. Ambos utilizam o blockchain, a tecnologia de banco de dados descentralizado, porém o Ethereum conta com camadas adicionais para armazenar mais informação, além do saldo disponível em cada endereço.

O objetivo do Ethereum é ser uma plataforma para executar de forma automática aplicações descentralizadas através de uma infraestrutura compartilhada. Desta forma foi possível criar os contratos digitais programáveis (smart contracts), além dos criptoativos (tokens), e a intenção é que esta tecnologia sirva de base para aplicativos descentralizados, Web 3.0, e muito mais.

A criptomoeda nativa do protocolo Ethereum é o Ether (ETH), vice-líder em capitalização de mercado. Este ICO, ou oferta pública de criptomoedas, levantou USD 18 milhões em meados de 2014, e atualmente possui uma capitalização de mercado superior a USD 27 bilhões.

Conseguirá esta plataforma multi-facetada superar o valor do Bitcoin dentro de alguns anos? Vamos explorar a diferença entre ambas as criptomoedas, as maiores empresas do ecossistema Ethereum, além de suas perspectivas de crescimento.

Diferenças na criação do Ethereum e do Bitcoin

A proposta do Bitcoin é a liberdade para realizar transações e manutenção de saldos sem necessitar de intermediários. É possível desenvolver aplicações utilizando-se de seu blockchain, porém sua estrutura permite pouquíssimos dados além dos saldos e endereços.

O Bitcoin nasceu com regras bem estabelecidas de emissão, além de não ter contato com a distribuição prévia de criptomoedas para investidores, apoiadores ou co-fundadores. Em resumo, o Bitcoin é um protocolo que visa manter uma única camada segura e solidificada.

Já o Ethereum queria ir além das limitações impostas pelo blockchain do Bitcoin, e seu idealizador, Vitalik Buterin, descreveu em seu whitepaper um modelo voltado para facilitar a programação através de uma máquina virtual (EVM). O objetivo final da Ethereum é permitir a execução de contratos digitais, abrindo espaço para as Organizações Autônomas Descentralizadas (DAO).

A rede Ethereum já nasceu com 72 milhões de moedas previamente mineradas, ao contrário do Bitcoin. Havia uma empresa registrada na Suiça, a Ethereum Switzerland GmbH (EthSuisse), responsável pelo desenvolvimento e lançamento da plataforma. Posteriormente foi criada a organização sem fins lucrativos, Stiftung Ethereum, ou Fundação Ethereum.

O vídeo acima explica as características e vantagens básicas do Ethereum

Diferenças na estrutura do Ethereum e Bitcoin

Ambos contam com mineração através da Prova de Trabalho (PoW), embora o Ethereum utilize o algoritmo Ethash, enquanto o Bitcoin o SHA-256. Ambas possuem dispositivos específicos para mineração denominados ASICs, no entanto, ainda é possível minerar Ethereum utilizando placas de vídeo.

O tempo médio entre os blocos da Ethereum é de 15 segundos, ante os 10 minutos do Bitcoin. No Ethereum não existem halvings programados, a redução na emissão de moedas encontradas por bloco minerado.

O armazenamento dos saldos nas transações de Ethereum fica registrado em uma estrutura separada, enquanto o Bitcoin trabalha com Transações não-gastas (UTXO), que obriga a realizar o envio do saldo de cada transação de volta ao endereço remetente.

Outra vantagem do Ethereum é que a rede pode realizar uma verificação para saber se o endereço utilizado é válido. Em contrapartida, no Bitcoin é possível criar carteiras multi-assinatura (MultiSig) na própria rede, enquanto no Ethereum é necessário redigir seu próprio contrato digital (smart contract).

Quer aprender como funcionam as carteiras de Ethereum, dispositivos de cold wallet, e apps mais recomendados? Acompanhe aqui neste outro artigo.

Maiores empresas do ecossistema Ethereum

Compound: aplicação descentralizada de empréstimos colateralizados que aceita depósitos de ETH, DAI, USDC, ZRX, entre outros; embora tenha sido lançado pela empresa Compound Labs, atualmente são responsáveis pela governança os detentores do token COMP, distribuídos entre fundadores, usuários mais ativos, acionistas da empresa, e afins.

ConsenSys: empresa de desenvolvimento controlada por um co-fundador da Ethereum, Joe Lubin. Criada em 2014, atua como uma incubadora de serviços e protocolos; adquiriram em 2019 a totalidade da Infura, principal provedor de dados para aplicações descentralizadas na Ethereum; parte do foco da Consensys é destinado à utilização da tecnologia Ethereum em aplicações empresariais, através de redes privadas.

Enterprise Ethereum Alliance: após um acordo de cooperação com a Hyperledger, tornou-se a maior iniciativa de blockchain de código-aberto do mundo. A organização sem fins lucrativos busca apoiar, treinar, construir e promover soluções corporativas baseadas no Ethereum; sua lista de membros inclui Accenture, American Express, Baidu, Bosch, CME, Santander, FedEx, IBM, Intel, Lenovo, JP Morgan, Microsoft, Oracle, PWC, Salesforce, Walmart e Web3 Labs.

Maker: plataforma descentralizada autônoma responsável pela emissão e manutenção da stablecoin DAI; além de participar das votações, detentores do token MKR podem atuar nos leilões de empréstimos que não foram quitados a tempo.

IDEX: exchange descentralizada e não-custodial de tokens ERC-20; arquitetura híbrida mantém as chaves para transferências nas mãos dos usuários, porém a própria plataforma é que realiza o envio de dados para o blockchain, possibilitando a experiência de um livro de ordens em tempo real.

Já conhece a stablecoin USD Coin (USDC), uma ERC-20, criptomoeda pareada em Dólar, 100% aprovada e regulada por entidades norte-americanas? Informe-se aqui e aproveite mais esta criptomoeda listada no Mercado Bitcoin.

Ethereum vai desbancar o Bitcoin?

Não é possível fazer previsões de longo prazo para o Ethereum, pois a criptomoeda está entrando em um longo período de transição para a rede 2.0. As mudanças serão significativas, e incluem migração para o sistema Prova de Participação (PoS), arquitetura fragmentada (shard), além de uma nova máquina virtual que pode ser executada em um navegador web.

Esta rede 2.0 será criada em três grandes estágios, e gradualmente os contratos inteligentes e aplicações descentralizadas serão migrados. De qualquer maneira, o Ethereum continuará mantendo seu ecossistema de forma complementar ao Bitcoin, sem a intenção de firmar-se apenas como uma moeda. Ambas as criptomoedas vão continuar se desenvolvendo em paralelo, logo o potencial de crescimento é exponencial tanto no Bitcoin quanto no Ethereum.

Ainda tem dúvidas sobre Ethereum, transações, carteiras e segurança? Entre em contato com nossa equipe de suporte. O Mercado Bitcoin encontra-se à disposição para auxiliá-lo nesta jornada.

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