Guia básico para entender sobre carteira Ethereum

Ethereum é um protocolo construído em blockchain capaz de executar contratos digitais de forma programada, os smart contracts. Para isto foram adicionadas algumas camadas além da tecnologia utilizada pelo Bitcoin, buscando possibilitar a criação de serviços descentralizados seguros.

A criptomoeda nativa do protocolo Ethereum é o Ether (ETH), vice-líder em capitalização de mercado. No entanto, quando o assunto são tokens, os criptoativos que não possuem blockchain própria, o Ethereum reina absoluto.

Por contar com um alto potencial de crescimento e segurança, esta foi uma das primeiras criptomoedas adicionadas na exchange Mercado Bitcoin, e segue como a opção preferida dos entusiastas para diversificação de portfólios em ativos alternativos.

Justamente por contar com essas camadas adicionais para permitir a circulação de tokens e execução dos smart contracts, nem todas as carteiras (wallets) de Bitcoin comportam o Ethereum.

Para evitar confusão, vamos passar rapidamente pelas características básicas do funcionamento do blockchain, este bando de dados descentralizado, antes de tentar entender as vantagens de cada carteira, ou wallet, de Ethereum.

Este outro texto explica em mais detalhes o que é o Ethereum, a controvérsia do fork Ethereum Classic (ETC), e os aplicativos descentralizados.

O que são carteiras Ethereum?

Independente do blockchain utilizado, cada endereço funciona como uma espécie de conta-corrente, na qual somente o detentor da senha - no caso, chave criptográfica - consegue realizar transferências. As carteiras digitais nada mais são do que formas de armazenar estas chaves privadas, provendo assim a segurança necessária para os usuários.

Qualquer um pode criar uma carteira digital (wallet), mesmo sem conexão com a internet. Basta ter em mãos o software-base da Ethereum, ou algum aplicativo de carteira digital que trabalhe com esta criptomoeda. Isto acontece pois o número de combinações possíveis de chaves privadas é maior que a quantidade de átomos no universo.

Ou seja, a hipótese de você gerar a chave privada de um endereço previamente utilizado é quase inexistente. No entanto, se alguém tiver acesso à sua chave privada, esta pessoa poderá imediatamente esvaziar os fundos, mesmo sem seu conhecimento ou autorização. Por este motivo é tão importante administrar de forma correta sua carteira digital de Ethereum.

Por este motivo, nós do Mercado Bitcoin mantemos a maior parte das criptomoedas de nossos clientes em cold wallets, carteiras não conectadas à internet, para garantir sua máxima segurança. Além disto contamos com o que há de mais seguro e robusto em questões de infraestrutura: Design by Security, rotinas de backup, replicação, fail-over, e fault tolerance.

Neste vídeo nosso especialista Lucas Pinsdorf explica as principais características e funcionalidades do Ethereum.

Cold wallets vs Hot wallets

Conforme mencionamos acima, as carteiras frias (cold wallets) não ficam conectadas à internet, reduzindo assim riscos de exposição desnecessária. Isto não significa necessariamente que são utilizados dispositivos eletrônicos, uma vez que é possível criar uma cold wallet com um simples lápis e pedaço de papel. Embora rudimentar, esta técnica conhecida como paper wallet ainda é utilizada por muitos para backup, ou garantia.

Na contramão, as carteiras quentes (hot wallets) podem rodar em computadores, smartphones, ou em servidores na própria internet. Muitas pessoas confundem exchanges com carteiras. Embora seja cômodo e seguro manter seus criptoativos sobre a custódia de uma exchange, a chave privada não fica em posse do cliente. Por este motivo o ideal é manter na plataforma apenas o valor necessário para realizar as transações da semana ou do mês, mantendo o restante em uma carteira digital onde só você tenha as chaves privadas.

Diferentes formatos de carteiras

Para escolher a carteira de Ethereum que melhor se adapta às suas necessidades, é preciso definir qual a finalidade, além do grau de intimidade com a tecnologia do usuário.

Carteira mobile (apps)

Aplicativos para smartphones, extremamente prático e útil para quem realiza transações de forma regular; facilidade de realizar movimentações via QR code; risco mais alto de invasão em caso de brechas no sistema ou do próprio dispositivo.

Carteira web (nuvem)

Também conhecido como e-wallet, armazena as chaves privadas em um servidor seguro na internet; permite acesso através de múltiplos dispositivos, inclusive aplicativos no celular; fica dependente de um terceiro, responsável pela administração do servidor.

Carteira desktop

Instalado em seu computador, sem necessariamente uma conexão à internet; chaves privadas no próprio disco rígido da máquina, portanto mais seguro que uma carteira web; necessário manter antivírus atualizados.

Carteira de ‘papel’

Embora seja possível anotar a chave privada com um papel e lápis, esta classe de wallet evoluiu muito nos últimos anos, tornando-se extremamente seguras; são utilizadas placas de metal não-corrosivo, onde a chave privada é gravada de forma praticamente indestrutível; embora 100% seguro, dependente da custódia física do próprio usuário.

Dispositivos físicos, hardware wallets

Esta espécie de pen drive possibilita armazenar as chaves privadas de forma offline, ou seja, sem conexão com a internet. Por estar fisicamente desconectada dos demais dispositivos, cria uma camada adicional de segurança para evitar a invasão por hackers e vírus.

Os fabricantes mais conhecidos e elogiados pelos entusiastas são Ledger, Trezor, KeepKey e ColdCard. Seus preços no exterior variam entre 50 e 200 Dólares, dependendo do modelo e funcionalidades. De qualquer maneira, todas oferecem uma proteção vastamente superior às carteiras que armazenam as chaves privadas em computadores, smartphones ou na nuvem.

Jamais compre hardware wallets de revendedores não autorizados, mesmo através de marketplaces de renome, por exemplo, Amazon, Mercado Livre ou Americanas.com.

Carteiras Ethereum mais utilizadas

MyEtherWallet: Possibilita criar a chave privada de diversas formas, incluindo aplicativos para Android e iOS, senha segura, além das tradicionais 12 (ou 24) palavras de segurança. Além de possuir código-fonte aberto, os dados não ficam armazenados somente em seu dispositivo. Permite imprimir uma versão de paper wallet, além de ser completamente integrada com dispositivos físicos de segurança, conhecidos como hardware wallets.

Exodus: Além de ser uma carteira digital que suporta múltiplas criptomoedas e tokens, possui versões para desktop e mobile, além da parceria com a fabricante de hardware wallets Trezor. De visual agradável e extremamente intuitiva, armazena as chaves criptográficas somente no dispositivo do usuário, protegido por senha. Por este motivo é uma das preferidas dos iniciantes, no entanto, deixa a desejar em questões de flexibilidade para usuários mais avançados.

Metamask: Inicialmente funcionava apenas como uma extensão do navegador Google Chrome e Firefox, porém mais recentemente lançou uma versão de testes de apps Android e iOS. Funciona somente para armazenamento de Ether e tokens ERC-20, armazenando as chaves privadas de forma segura no dispositivo do usuário. Além de possuir código-fonte aberto, facilita a integração com aplicativos descentralizados por estar embutido no navegador.

MyCrypto: Disponível para Mac, Windows e Linux, esta desktop wallet é altamente recomendada pelos desenvolvedores da Ethereum. Possui código-fonte aberto, funciona de forma muito simples para integrar hardware wallets Ledger e Trezor, inclusive ao próprio MetaMask, citado acima. Permite uso de uma senha segura, além das 12 (ou 24) palavras de segurança.

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