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Qual a inflação acumulada? Como se proteger?

Criado em 20/12/2021 - Atualizado em 20/12/2021

6 minutos de leitura

Qual a inflação acumulada? Como se proteger?

Inflação é um termo usualmente empregado para determinar o aumento de preços de uma cesta de bens e serviços. O impacto da inflação é o aumento generalizado de preços, porém sua origem é a impressão desenfreada de moeda por governos e Bancos Centrais.

Cabe lembrar que quando os preços sobem, um novo patamar é formado, e dificilmente se retorna ao anterior. Por isso é tão importante analisar a inflação acumulada. Existem maneiras de se proteger, e o Mercado Bitcoin explica o passo a passo.

O que é inflação?

Inflação é a perda do poder de compra de uma moeda, e acredite se quiser, faz parte do sistema de metas da maioria dos Bancos Centrais. Na visão da economia tradicional, o aumento de preços é desejável e saudável, embora as razões para tal não sejam claras.

Os emissores da moeda argumentam que uma alta de preços controlada é necessária para estimular a economia. Desse modo, os governos atuam através do controle da taxa básica de juros, limite de alavancagem dos bancos, recompras de títulos públicos e emissão de moeda.

O infográfico do G1 Globo abaixo retrata como a estratégia do Banco Central para combater a inflação pode se tornar uma armadilha.

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Quais os benefícios da inflação para o governo?

Ao fazer com que a moeda se desvalorize com o tempo, existe um efeito psicológico que aumenta a propensão de seu uso. Ao invés de poupar, o cidadão comum é incentivado a gastar, pois o preço nominal das coisas tende a aumentar.

  • Se a dívida de um país é, em sua maioria, na moeda local, basta imprimir dinheiro para pagar os juros.
  • Ao definir uma cesta de bens e serviços, o governo pode manipular o indicador através de redução na tributação ou incentivos na produção.
  • Mantendo os indicadores de inflação controlados, o reajuste da folha fica abaixo do aumento real de custos.
  • As empresas e pessoas físicas que obtêm rendimento nas aplicações e investimentos é obrigada a pagar ganho de capital, mesmo que este fique abaixo da inflação.

Em suma, os incentivos para manter um determinado nível de inflação para o emissor da moeda são enormes, enquanto sofre o cidadão comum, especialmente as classes mais baixas.

É importante sair da renda fixa quando sua rentabilidade, descontada a inflação, fica negativa. Caso contrário, você se tornará mais uma vítima da perda do poder de compra.

O que causa a inflação?

Sem dúvida toda inflação parte de políticas expansionistas dos Bancos Centrais, buscando estimular a economia. Outro motivo claro é o descasamento entre gastos e receitas do governo.

A inflação ocorre quando os Bancos Centrais emitem dinheiro ou recompram títulos de dívida, ou quando é liberado um maior volume de empréstimos bancários através do compulsório.

A moeda fiduciária (fiat money), aquela dos governos e Bancos Centrais, pode ser emitida praticamente sem custo ou contrapartida. Desse modo, os países têm um incentivo perverso para colocar mais moeda em circulação.

O vídeo abaixo traz dicas importantes para quem busca montar uma reserva em dólar.

O que é índice, ou indicador de preços?

No Brasil, o indicador oficial do governo é o IPCA, Índice de Preços para o Consumidor Amplo, calculado mensalmente pelo IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

  • O indicador de preços é a medida do custo de determinada cesta de bens e serviços, monitorada ao longo do tempo.
  • Cada índice é calculado de forma diferente, podendo ser criado por empresas privadas ou públicas.
  • Existem índices voltados para o consumo, e outros para o atacado.
  • O IGP-M, calculado pela Fundação Getúlio Vargas - FGV, é composto pelo IPA-M de atacado, IPC-M, de varejo, e INCC da construção.

Muitos perguntam o que é CDI, e qual sua relação com a inflação, porém este não é calculado através de um índice de preços. CDI, ou Certificado de Depósito Interbancário, mede as taxas de empréstimo entre instituições financeiras.

Quais os problemas dos índices de inflação?

A evolução da tecnologia e dos meios de produção causa uma tendência natural na queda de preços, ajudando a manter os índices artificialmente baixos.

  • A cesta de “preços administrados”, como o nome diz, tem seus preços definidos direta ou indiretamente pelo governo.
  • Desse modo, é possível postergar aumentos de preço, por exemplo, do combustível, evitando assim repasses imediatos na inflação.
  • Tais indicadores não acompanham, ao menos diretamente, a alta de bens escassos como ações de empresas, e imóveis.

Da mesma forma que o ouro já foi utilizado no passado como medida de valor, o Bitcoin poderá, no futuro, servir de referência.

Investir em Bitcoin é simples e tudo pode ser feito online, até mesmo pelo celular. Confira abaixo:

Existe inflação no dólar ou euros?

Sim, embora essas grandes potências consigam “exportar” inflação, reduzindo assim o impacto de aumento de preços em seus países. O dólar norte-americano, por exemplo, representa 60% das reservas internacionais dos países e órgãos internacionais, e o euro outros 21%.

Desse modo, colocar mais dólares ou euros em circulação, as pessoas, empresas e países que possuem depósitos nessa moeda, ou até mesmo os Títulos do Tesouro desses países, é diluído. Na ponta oposta, se o Brasil colocar mais moeda em circulação, não há como escapar da pressão de alta nos preços.

Em suma, é natural que a inflação seja menor nesses países que dominam as emissões de títulos de dívida, com status de reserva global.

Como funciona a inflação acumulada?

Alguns estudiosos consideram a inflação um imposto, pois, na prática, o governo passa a arrecadar mais, ao menos nominalmente.

  • O aumento de preços reduz a rentabilidade líquida dos investimentos.
  • Quando o preço de bens e serviços sobe de forma generalizada, dificilmente ocorre uma retração, exceto talvez em grandes crises.
  • Não ocorre um aumento automático dos limites de isenção de impostos, por exemplo, vendas de ações mensais de até R$ 20 mil.

Repare abaixo no gráfico do desempenho do índice de ações brasileiro, um fundo imobiliário, e o indicador de inflação IGP-M. Estes investidores pagaram impostos através de come-cotas, a antecipação do imposto, ou sobre o ganho nominal, no caso da venda de ações.

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Como se proteger da inflação?

Para aqueles que vivem em países com moedas mais fracas, como o Brasil, as moedas das grandes potências funcionam como proteção. Ao menos, foi assim durante algumas décadas, pois mesmo em momentos de crise, o mercado busca pela relativa estabilidade do dólar, Euro, Libra Esterlina, e Franco Suiço.

  • É possível investir no Tesouro Direto e títulos de renda fixa, cuja rentabilidade é atrelada à inflação, porém deve-se descontar o imposto de renda.
  • Mesmo os EUA e Europa estão atravessando um período de inflação após uma sequência de pacotes de estímulos econômicos.
  • Imóveis, apesar de usualmente compensar boa parte da inflação, podem ter seus preços impactados em períodos de crise.
  • Ações de empresas, especialmente no setor de tecnologia, cotadas em moeda forte, historicamente conseguem repassar aumentos de custos.

As criptomoedas estão vivendo sua primeira experiência em um período de desaceleração econômica global e aumento da inflação. De fato, o Bitcoin é escasso, e algumas empresas e fundos de investimento estão apostando na sua performance mesmo em períodos de crise.

Será que a tese de “ouro digital” irá se provar nos próximos anos? Faça seu próprio estudo e tire sua própria conclusão sobre a escassez digital das criptomoedas ante a inflação gerada pelo excesso de dinheiro em circulação.

Para comprar e vender Bitcoin no Brasil é seguro, conte com o Mercado Bitcoin, a única com 8 anos de histórico sem vazamentos ou hacks.

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