Criptoativos

Mais de 2.000 criptomoedas para analisar? Não tem problema!

08/01/2019

2 minutos 33 segundos de leitura

Mais de 2.000 criptomoedas para analisar? Não tem problema!

Entenda as principais diferenças entre as “coins (moedas)” e os “tokens”!

Imagine seu primeiro dia analisando e estudando criptomoedas. Você talvez comece com algo mais básico, por exemplo, sobre a necessidade de se ter uma forma de valor descentralizada. Depois, se sentindo já mais confiante e convicto de que o sistema financeiro tradicional possui algumas falhas, você pode avançar para o ícone da transformação do dinheiro, o Bitcoin.

Após algumas complicadas, porém inspiradoras horas, e depois de assistir vídeos com dicas de investimento, você se sente pronto para investir seus primeiros R$ 50,00 nessa tecnologia que promete alterar nossa própria relação com o dinheiro e nos deixar mais livres de intermediários financeiros e estatais. Mas, ao decidir dar o próximo passo no universo das criptos, você fica surpreso.. O motivo é claro: ao entrar em um dos principais sites de acompanhamento dos preços e volumes, o Coin Market Cap, você descobre que existem mais de 2.000 diferentes criptomoedas.

Antes de ficar preocupado e até mesmo desesperado com o aparente nível de esforço que seria necessário para entender todas elas, gostaria de apresentar algumas formas de classificação que auxiliam no entendimento do mercado como um todo.

Essas mais de 2.000 criptomoedas, segundo a definição do próprio Coin Market Cap, podem ser classificadas em apenas 2 grandes categorias: moedas (coins) e tokens. Em linhas gerais, a classificação “moedas” diz respeito apenas às criptomoedas que possuem um blockchain próprio, enquanto os “tokens” são criptomoedas emitidas com base em um blockchain construído previamente por uma moeda.

Como essa explicação pode ter ficado consideravelmente abstrata, até mesmo… etérea (sem trocadilhos), vale a pena pensar que a moeda constrói toda a infraestrutura básica de um prédio, ou seja, compra o terreno, realiza os tratos iniciais para começar a construção, faz o encanamento, fiação elétrica e efetivamente estrutura o térreo do prédio. Porém, quando falamos em tokens, não existe a construção de toda essa estrutura novamente, o token apenas utiliza a infraestrutura já construída pela moeda e já pode partir para a construção dos apartamentos acima do térreo, fazendo uso de todas as funcionalidades já colocadas à disposição pela moeda.

A importância dessa infraestrutura é notável, pois permite que diversos projetos emitam seus tokens, geralmente em um processo conhecido como Initial Coin Offering (ICO), sem ter que construir toda a base do prédio novamente. Isso possibilita que uma série de funcionalidades e propostas de valor sejam testadas a um custo relativamente baixo. Imagine se a cada apartamento construído, fosse necessário construir também um prédio… teríamos menos diversidade e menor disponibilidade de imóveis para alugar, vender e morar. Com essa definição, espero que seus aprendizados tenham sido facilitados e que você comece a se perguntar “meu portfólio ideal deveria conter mais tokens ou mais moedas?”, “qual possui um maior potencial de valorização?”, “qual possui um histórico maior de segurança contra ataques à rede?”, “dentro das moedas e dos tokens, temos algumas que nasceram com propósitos diferentes?”.

Nos próximos artigos, iremos explorar essas questões, porém gostaríamos de te convidar, desde já, a se aprofundar por conta própria com os materiais em nosso Blog e no canal de Youtube!

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