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Mercado de criptomoedas e de ações: conheça as diferenças!

02/03/2021

11 minutos de leitura

Mercado de criptomoedas e de ações: conheça as diferenças!

É realmente tentador escutar sobre uma ação que valorizou 1.000% em 3 anos, como ocorreu com a Magazine Luiza. No entanto, este retorno, além de muito distante da média das demais empresas, fica abaixo das criptomoedas. Nesse sentido, é normal que dentre as mais de 100 ações listadas existam alguns destaques.

O Bitcoin, líder absoluto deste setor, subiu 1.900% nos últimos 3 anos. Ethereum, a segunda maior criptomoeda, valorizou mais de 2.000%. Para efeito de comparação, o índice Ibovespa, que representa as maiores empresas com ações negociadas, subiu 41% neste período.

Embora existam grandes diferenças entre ações de empresas e criptomoedas, ambos são considerados investimentos de renda variável. Ou seja, sua rentabilidade não é previsível, pois depende da oferta e demanda do mercado. Mesmo as empresas mais conservadoras, que distribuem lucros regularmente, podem apresentar grandes variações em sua cotação.

Afinal, é possível comparar ativos tão diferentes? O investidor de ações se beneficia de uma exposição em criptomoedas? São essas perguntas que o Mercado Bitcoin, a única corretora de criptoativos da América Latina dentre as 25 mais transparentes de acordo com o BTI, pretende responder.

Por que investir em ações?

As bolsas de valores são mercados onde é possível negociar participações em empresas, usualmente de grande porte. Esses investidores buscam adquirir ações com potencial de valorização, crescimento, ou capacidade de distribuir lucros.

Quando este investidor adquire cotas da empresa, passa a ser sócio minoritário. Com isso, ganha direitos de voto e participação nos lucros. Este investimento, apesar de especulativo, pode ser muito rentável.

Mesmo que a empresa não apresente lucros no curto-prazo, ela pode ser alvo de aquisição, ou ganhar mercado para futuramente expandir suas margens.

De qualquer modo, é preciso entender que não é possível entregar as ações em troca de parte dos imóveis, patentes ou bens da empresa. A eventual valorização da cota de participação é baseada na expectativa de crescimento ou lucros futuros.

Por que investir em criptomoedas?

No caso do Brasil, o racional de investir em ativos cotados em moeda estrangeira é uma forma de proteção. Com a desvalorização da moeda local, o Bitcoin e as demais criptomoedas atuam como reserva de valor de longo prazo.

A principal característica do Bitcoin é a escassez, assegurado através de seu calendário de emissão decrescente. No processo conhecido como halving (corte), o ritmo da emissão de novas moedas é reduzido pela metade a cada quatro anos.

O Ethereum (ETH), por exemplo, é a moeda necessária para executar aplicações em seu ecossistema. Ou seja, qualquer movimentação nesta rede descentralizada requer o pagamento de uma taxa em ETH.

Em resumo, cada criptomoeda possui características próprias, portanto apresentam potenciais diferentes. Cabe lembrar que existe um universo muito além do Bitcoin, com projetos que não competem na função de moeda global, ou reserva de valor.

Diferenças na prática entre os mercados

Por conta de sua natureza descentralizada, a negociação das criptomoedas entre seus usuários é livre. Em suma, não é possível controlar ou censurar transações, nem tampouco obrigar a intermediação através de uma bolsa de valores.

No caso das ações de empresas, o investidor é obrigado a realizar compras e vendas através de uma corretora autorizada pelos agentes reguladores. Ao mesmo tempo, um livro de ofertas único coordenado pela bolsa de valores, é oferecido aos participantes.

Na prática, o detentor dessas ações não pode realizar a auto-custódia (guarda) desses ativos. Tudo é dependente de terceiros, que podem criar normas e limitações para este acesso.

No universo de criptomoedas, este problema não ocorre, já que os detentores podem transferir os ativos para sua própria carteira (wallet). Isso vale até para aqueles que optam pela segurança da negociação em exchanges, que funcionam de maneira análoga às corretoras.

Outro aspecto importante é o horário de negociação. Enquanto as criptomoedas funcionam 24 horas por dia, todos os dias na semana, as ações de empresa seguem os calendários e horários estabelecidos pelas bolsas e corretoras.

Aprenda neste outro artigo as tecnologias envolvidas no trade de criptomoedas, incluindo registro no blockchain, mineradores, e livro de ofertas.

Criptomoedas oscilam mais que as ações?

Na média, sim, as criptomoedas possuem oscilações diárias mais fortes que as ações. Este conceito é conhecido como volatilidade, mas ao contrário do imaginário popular, não é algo que deve ser evitado.

Uma aplicação de Renda Fixa apresenta pequenos ganhos diários quase constantes, portanto sua volatilidade é praticamente zero. No entanto, considerando a inflação dos últimos 12 meses de 4,56%, a rentabilidade líquida destas aplicações é praticamente nula, ou até mesmo negativa.

Ou seja, o investidor que busca melhores retornos precisa aceitar uma volatilidade maior. Para balancear este risco, é preciso alocar os investimentos em ativos com diferentes riscos e vertentes de crescimento.

Acima temos as maiores altas e quedas semanais do Bitcoin nos últimos 2 anos. Perceba que variações de 10% ou mais são comuns. Em contrapartida, esta mesma oscilação só ocorreu em 3 das últimas 108 semanas no indicador Ibovespa.

A relação entre risco e rentabilidade

Conforme mencionado, a volatilidade não assegura que um ativo possui uma tendência de alta ou queda. Por este motivo, é importante analisar a rentabilidade de cada investimento, além do seu perfil de risco.

* Dados até 17 de fevereiro de 2020.

Perceba o excelente retorno, mesmo para um investidor de perfil moderado, alocando metade se sua carteira em Renda Fixa. Em suma, Bitcoin e ações de empresas possuem mais volatilidade, portanto seu potencial de retorno a longo prazo tende a ser maior.

Existem ativos alternativos que possuem alto potencial de retorno e baixa volatilidade, trazendo ganhos muito superiores à renda fixa tradicional, conheça a MB Digital Assets.

A importância da diversificação

Uma vez entendido a importância do risco, e seu impacto no potencial de ganho, é saudável diversificar a carteira de investimentos. Isso não significa comprar apenas algumas poucas ações de empresa, ou diferentes criptomoedas.

Para reduzir ao máximo o risco, é preciso buscar ativos que possuam características distintas. Isso evita que em períodos de crise, desvalorização cambial, ou mudanças tributárias, o investidor não seja pego de surpresa.

Por exemplo, ações de empresas tendem a valorizar quando há perspectiva de expansão da economia, além de períodos de queda na taxa de juros. Enquanto isso, o ouro tende a ser procurado em momentos de incerteza, ou princípio de piora na economia.

Enquanto isso, o Bitcoin é beneficiado quando governos e Bancos Centrais colocam mais dinheiro em circulação, favorecendo a tese de investimento não-inflacionário.

Por este motivo, recomendamos aos investidores a diversificação dos investimentos, alocando uma parte destinada a ativos de Renda Variável em criptomoedas.

Investir em bolsa de valores ou Bitcoin?

Primeiramente, é preciso entender que ambos são complementares. Parte do patrimônio pode contar com ações de empresas consolidadas, com perspectivas mais claras de rentabilidade. Nesse sentido, é possível até mesmo investir em recibos de ações de empresas estrangeiras, como Amazon, Google, Pfizer ou Intel.

Em contrapartida, existem empresas de porte menor, ou as novas listagens, conhecidas como IPO, ou oferta inicial de ações. Neste caso, usualmente apresentam mais incertezas, portanto maior potencial de alta. De maneira análoga, as altcoins, como Ripple e Litecoin, possuem alto potencial de retorno, já que estão em constante desenvolvimento.

Desse modo, não é possível generalizar, já que cada empresa irá se comportar de uma forma. Em linhas gerais, é possível obter bons retornos tanto em ações, quanto em criptomoedas.

Ficou com dúvidas? Carol e Kaká da @usecripto dão mais detalhes sobre as diferenças entre bolsa de valores e Bitcoin.

Conhecendo seu perfil de risco

O perfil de risco de cada investidor envolve o nível de conhecimento de mercado, além do horizonte de prazo. Uma alocação grande em renda variável é desejável para investidores capazes de lidar com variações mais bruscas no curto-prazo, por exemplo.

Enquanto isso, o poupador que precisa de resgates regulares deve concentrar sua carteira em operações de Renda Fixa, além de dólar e ouro. Cabe lembrar que a administração do risco deve ocorrer através da diversificação.

Ainda não conhece seu perfil de investidor? Este outro artigo explica como identificar seu apetite de risco e adaptar sua carteira de investimentos.

Qual o mínimo para investir em criptomoedas?

Aqui no Mercado Bitcoin trabalhamos com um valor mínimo para depósitos e saques de R$ 50. Em resumo, qualquer pessoa ou empresa pode iniciar seu investimento em criptomoedas de forma simples, sem burocracia, e de forma 100% digital.

O Bitcoin é formado por 100 milhões de unidades menores, os Satoshis, que custam menos de 1 centavo cada. Em suma, da mesma forma que é possível comprar um grama de ouro, o Bitcoin permite transações de pequenas quantias.

Como analisar o mercado de criptomoedas?

No mercado de ações, existem indicadores mais estabelecidos, que consideram o lucro projetado, receitas, margem, além de market share, a fatia de mercado. Em contrapartida, as criptomoedas se encontram em uma situação muito incipiente, portanto é impossível definir seu potencial.

Nesse sentido, no início de sua vida, o Bitcoin não era percebido como reserva de valor. Ao mesmo tempo, o Ethereum não apresentava as aplicações financeiras descentralizadas (DeFi). Estes casos de uso são exemplos que surgiram ao longo dos últimos 5 ou 10 anos.

Além disso, ao contrário das empresas, não existem funcionários, custo-fixo, risco de processos, ou necessidade de investimento. Todo o desenvolvimento é feito de forma independente, incluindo a própria estrutura física de servidores e máquinas que compõem a rede.

Em suma, as criptomoedas são protocolos digitais. Deste modo, podem se adaptar e ganhar novos usos. Ao mesmo tempo, a própria percepção de valor de seus usuários pode mudar conforme o sistema ganha robustez e maior número de adeptos. O importante não é acertar o melhor momento, e sim contar com um percentual de sua carteira de investimentos neste segmento que não para de crescer.

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