Educação

NFT, tokens colecionáveis, e arte digital, essa moda veio para ficar?

18/03/2021

8 minutos de leitura

NFT, tokens colecionáveis, e arte digital, essa moda veio para ficar?

Ao pensarmos em criptoativos, uma das principais características é o fato de serem intercambiáveis, além de fracionáveis. Afinal, na teoria, qualquer fração de 10.000 satoshis deveria ter o mesmo valor, sem prejuízo ao ser substituída por outra.

No entanto, quando falamos de NFT (non-fungible tokens), são criptoativos únicos. Portanto, possuem alguma chave de identificação que os diferencia. Embora o registro no blockchain seja idêntico aos demais tokens, como Chainlink ou PAX Gold, seu funcionamento, na prática, é diferente.

Sempre que o ativo digital for único e indivisível, trata-se de um token não-fungível (NFT). De fato, nem sempre há necessidade de um blockchain público como Ethereum ou Bitcoin para registro. No entanto, há mercados, como direito de obras de arte, ou itens colecionáveis, que podem atingir valores de milhões de dólares.

Nada disto é uma previsão ou sonho. Tivemos recentemente uma obra de arte digital do artista ‘Bepple’ vendida por 69 milhões de dólares. Isso mesmo, milhões, por uma imagem que circula livremente na internet.

Assustado? Calma, o Mercado Bitcoin, a maior exchange de criptoativos da América Latina, ajuda você a conhecer o intrigante mundo do NFT.

O que é NFT, ou token não-fungível?

Token é um criptoativo, um bem digital que só existe dentro de um banco de dados compartilhado, usualmente, uma rede blockchain. O fato de ser não-fungível significa que não pode ser intercambiável, ou tampouco sub-dividido.

Bens fungíveis, por exemplo, soja, petróleo e dinheiro em espécie, podem ser substituídos sem perda de valor, portanto, são fungíveis. Já um ingresso para um jogo, com lugar marcado, não. Quem pagou pelo assento específico, o fez por alguma razão, e nem sempre irá aceitar sua troca.

De maneira análoga, não é possível fracionar um ingresso de um jogo, pois só um detentor poderá ingressar no estádio. São estas características tornam o ativo não-fungível.

Em resumo, é importante entender que o criptoativo (token) pode representar um bem real, digamos, a posse de um imóvel, mas também pode ser algo integralmente virtual ou digital, como o direito sobre uma arte digital.

Exemplos de NFT na vida real, NBA moments

É provável que você conheça cards de colecionadores, sejam eles de esportes, Pokemon, ou qualquer assunto. Sem entrar no mérito de valor, já que quase tudo é subjetivo, especialmente em itens que despertam paixão, existe um mercado interessado em exibir e comercializar estes itens.

Pensando neste mercado, a NBA lançou o Top Shots, um mercado de itens virtuais, que incluem fotos e vídeos das melhores jogadas. No lançamento, são oferecidos pacotes por um preço fixo, contendo itens sortidos.

Embora os vídeos e imagens sejam públicos e qualquer um consiga assisti-los, a NBA, proprietária da marca, sanciona um determinando número de “cópias digitais certificadas”, através de um NFT, ou token não-fungível.

Num segundo momento, cada detentor deste card (moments), é livre para colecionar ou colocar para revenda na própria plataforma, pelo valor que desejar. O detentor, se assim desejar, não é obrigado a exibir sua identificação para os demais participantes.

Obras de arte digitais em NFT

Em novembro 2017, um estranho fenômeno tomou conta da rede Ethereum, tendo sido responsável, inclusive, por criar um gargalo por conta de seu uso no blockchain. O Cryptokitties, gatos digitais colecionáveis, eram criados em várias escalas de “raridade”, além de existir a possibilidade de “acasalar”, criando “filhotes”.

Em menos de 1 mês, mais de 180 mil endereços da rede Ethereum participaram da brincadeira, movimentando mais de 20 milhões de dólares. Obviamente a avaliação destes bens digitais é subjetiva, e de fato a “moda” passou alguns poucos meses depois.

No entanto, a tecnologia de marketplaces para itens digitais, mostrou-se valiosa. Sem dúvidas havia um mercado para negociação de direitos de bens virtuais, um problema real na indústria de artes digitais, games, direitos autorais, entre outras.

Ou seja, havia um mercado consumidor, e do outro lado, produtores de conteúdo, que encontraram no NFT a solução para esta comercialização. Em um curto espaço de tempo, surgiram itens digitais para todos os gostos, que inclui esportes, música, vídeos, imagens, e até mesmo, pasmem, o braço de uma jogadora de tênis.

Mas afinal, quem é dono do bem virtual?

Ao comprar um NFT, digamos, de uma obra de arte digital, você está comprando o direito de uma “cópia certificada”, reconhecida pelo artista. Desse modo, o NFT é um direito de um bem digital, registrado e com identificação única em um blockchain.

Isso permite que o autor, se assim desejar, crie cópias numeradas de uma mesma obra. No entanto, é possível que o mercado valorize o item 1 dos 30 emitidos, enfim, cada token é diferenciável.

Cabe ressaltar que ao comprar um NFT, exceto quando explícito no acordo e registro, usualmente não existe a negociação do direito autoral. O detentor desse NFT não irá receber nenhum fluxo de caixa, nem tampouco pode criar outros produtos utilizando a arte.

Qual o valor deste NFT, se não um direito autoral?

Um artista pode criar serigrafias de uma obra, ou posters, com sua assinatura e número de série. Ao adquirir uma dessas cópias, seu proprietário poderá exibi-la, como símbolo de status, ou quem sabe, revender por um preço mais alto no futuro. Isso não dá ao detentor da cópia o direito de criar camisetas ou canecas com esta imagem.

De maneira análoga, o valor do NFT é justamente o registro histórico da propriedade, assegurando que a cópia da obra foi autorizada pelo autor. Dessa maneira, o detentor pode guardar este direito como recordação, ou buscar sua revenda pelo valor que desejar.

Existem diversos mercados de intermediação (marketplaces) para NFTs, que incluem OpenSea, Nifty Gateway, Rarible, SuperRare, entre outros. Além de atuar como galeria de arte virtual, permite que os artistas criem NFTs sem necessidade de programação ou conhecimentos em criptografia.

Como experimentar o universo NFT?

Os marketplaces mais comuns trabalham de forma integrada às carteiras de tokens Ethereum, usualmente através do MetaMask, que funciona tanto como extensão de navegador Chrome e Firefox, quanto em aplicativo para iOS e Android.

Ao acessar o serviço de sua preferência, a plataforma irá solicitar ao MetaMask o acesso a sua carteira de criptomoedas no momento de realizar a transação. Cabe lembrar que nos casos de uso da rede Ethereum, é necessário pagar as taxas da rede, conhecida como gás, que pode impactar no preço.

Em suma, este novo ecossistema está crescendo de forma rápida e desordenada, inclusive há casos de entidades falsificando a autenticidade e realizando vendas se passando por artistas. Por esse motivo, tome muito cuidado antes de investir em NFT, os tokens não-fungíveis.

Acompanhe nossas dicas no YouTube, e explore o mundo das finanças digitais com o Mercado Bitcoin, a única exchange brasileira dentre as 25 mais transparentes e confiáveis do Blockchain Transparency Institute.

Fique ligado

Ainda não tem conta?

Participe agora da nova economia digital!

Criar conta

Fique por dentro das novidades

Assine nossa newsletter e receba nosso conteúdo assim que sair.