O que é CDI e como ele afeta suas economias

Imagine que você é um grande banco que precisa, obrigatoriamente, fechar seu saldo geral no positivo. Mas um dia, por algum motivo, o número de saques supera o valor de depósitos. O que você faz?

Para isso, o banco toma o saldo restante de outros bancos para acabar com o valor “negativo” que ele possui. A taxa aplicada em toda transferência que é executada entre bancos, que precisam desses empréstimos para manterem seus caixas com valor positivo, é a Taxa CDI.

Por isso, a taxa do CDI, executada entre essas trocas, representa as condições de liquidez do mercado, ou seja, ela revela a capacidade de um ativo em ser convertido em dinheiro efetivo, de forma rápida, sem existir perdas no seu valor. A taxa do CDI tem como característica acompanhar a variação da taxa Selic, valor básico de juros do país. Ambas são estabelecidas diariamente.

Como acontece com o CDB, o CDI é uma aplicação que pode render uma taxa de juro variável ou fixa. Todas as transações são fechadas por meio eletrônico e, por via de regra, as operações têm o prazo de um dia útil para serem efetuadas.

Apesar de ser uma taxa praticada no curto prazo, a Taxa CDI se tornou referência de valor no mercado financeiro. Logo, quanto mais baixa estiver a taxa do CDI, mais barato estará o dinheiro que circula no mercado. Na mesma proporção, o mercado de renda fixa e todos os investidores que possuem rentabilidade atrelada ao CDI, também sofrerão com a desvalorização.