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O que é Educação Financeira e Como Aplicá-la a Investimentos em Cripto…

Criado em 09/03/2022 - Atualizado em 09/03/2022

10 minutos de leitura

O que é Educação Financeira e Como Aplicá-la a Investimentos em Criptomoedas?

Educação financeira pode parecer algo simples e intuitivo: reduzir gastos, planejar despesas, e acumular investimentos. No entanto, o cenário econômico mudou drasticamente nos últimos 2 anos.

Por exemplo, você sabia que as aplicações de renda fixa reduziram o poder de compra do poupador? E quanto ao imóvel, investimento considerado seguro? A alta acumulada foi de apenas 8% em 2020 e 2021, enquanto a inflação somou 15% no período.

Pois é, seguir velhos conceitos tem causado grandes prejuízos para os investidores. Desse modo, a educação financeira tornou-se fundamental, mesmo para investidores com décadas de experiência e relativo sucesso.

Veja como “se aventurar” no investimento em criptomoedas é mais seguro do que parece, enquanto os fundos imobiliários, por exemplo, trouxeram prejuízo para quem apostou nessa classe de ativos.

O que é educação financeira?

Educação financeira é entender como funciona o fluxo de caixa, as entradas e saídas de valores, e seu impacto no longo prazo. Engana-se quem acredita ser necessário fazer faculdade, cursos de extensão ou contabilidade para ter um planejamento mínimo e funcional.

Sem dúvidas fazer o básico bem-feito é o primeiro passo para sair das dívidas, organizar as contas, planejar a vida, e mais importante: ter paz de espírito para aproveitar os bons momentos.

Faz parte da educação financeira:

  • Entender que parcelar gastos não reduz custos.
  • Ter a capacidade de planejar e antecipar emergências.
  • Conseguir fazer um levantamento de todos seus custos, variáveis e fixos.
  • Estabelecer metas factíveis, tanto para o crescimento das receitas quanto para as futuras compras e investimentos.
  • Compreender o impacto da inflação e a importância de se criar uma reserva de longo prazo.

Qual a importância da Educação Financeira?

Acredite se quiser: existem pessoas ganhando mais de R$ 10 mil por mês que vivem endividadas, que além de gastar mais do que recebem, fazem investimentos especulativos na esperança de um dia dar “sorte”.

Não importa qual o nível de escolaridade, ou mesmo se a experiência de trabalho envolve números e contabilidade. Nada disso importa quando o assunto é finanças pessoais, especialmente quando envolve mais de uma pessoa, seja ela cônjuge ou dependente.

  • É comum encontrar pessoas que perdem o controle dos gastos por não perceber que a situação mudou, seja por queda na renda familiar ou aumento desproporcional dos custos.
  • Mesmo pessoas com experiência em finanças podem entrar em desespero quando enfrentam gastos não-planejados ou durante um período de queda nos investimentos.
  • A educação financeira, quando realizada corretamente, reduz erros de planejamento e da análise do perfil de risco, além de estimular a diversificação de receitas e investimentos.

Reserva de emergência pode ficar em cripto? Tire sua dúvida no vídeo abaixo:

A quem se destina a educação financeira?

Independente do seu nível de conhecimento dos mercados, a educação financeira feita de forma contínua garante que você irá se manter atualizado nas questões de novos produtos, tributação, e até mesmo os serviços que facilitam o dia-a-dia do investidor.

Mesmo que você não tenha dívidas, com o passar do tempo alguns investimentos podem deixar de ser rentáveis por mudanças no cenário macroeconômico. Por exemplo, a inflação e a taxa de câmbio costumam ter uma grande influência no planejamento de gastos de longo-prazo.

O investidor experiente que ficou preso somente nas aplicações de renda fixa, fundos imobiliários, e ações de empresas listadas, provavelmente perdeu poder de compra nos últimos 2 anos.

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Segundo dados do TradingView, o retorno das 3 classes de investimento desde janeiro de 2020 é negativo, com destaque para o índice de fundos imobiliários, que perdeu 10% no período.

Lembre-se que a educação financeira não trata apenas dos investimentos:

  • Controlar: manter organizado um histórico de gastos e receitas, criando categorias para facilitar a análise dos pontos que requerem atenção.
  • Poupar: evitar gastos desnecessários, lembrar que nem sempre o item mais barato provê o melhor retorno no longo prazo, criar reservas para emergências.
  • Dívidas: nem todo crédito é prejudicial, existindo um nível ótimo de endividamento, pois este pode ser abatido do imposto de renda.
  • Planejar: criar cenários realistas, criar uma poupança para a aposentadoria, manter um planejamento familiar.

Quais os principais livros sobre educação financeira?

É comum as pessoas terem certo preconceito com livros de educação financeira, que podem ser confundidos com auto-ajuda. No entanto, são valiosas a experiência e conhecimento de pessoas que partiram do zero (ou de dívidas enormes) e tiveram sucesso. Dessa forma, podemos citar:

Pai Rico, Pai Pobre - Robert Kyosaki

Robert nasceu no Havaí, e sua família era considerada de classe média. Seu pai biológico era funcionário público e, embora fosse inteligente e honesto, nunca atingiu a liberdade financeira. No entanto, pai de um amigo de infância de Robert, um comerciante local, acumulou uma pequena fortuna ao longo da vida. Foi com essa mentoria que Kiyosaki percebeu a importância do dinheiro e da mentalidade empreendedora.

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Me Poupe!: 10 passos para nunca mais faltar dinheiro no seu bolso - Nathalia Arcuri

Nathalia Arcuri, do canal Me Poupe!, é uma das maiores influenciadoras e experts em finanças pessoais do mundo. Seu livro mostra como é possível poupar mesmo ganhando pouco, incluindo os primeiros passos para investir, e como realizar um bom planejamento financeiro. São exemplos práticos e situações reais com exercícios e planilhas que certamente beneficiam os iniciantes e pessoas buscando educação financeira.

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Dinheiro: os segredos de quem tem - Gustavo Cerbasi

Economista de formação e carreira, o brasileiro Gustavo Cerbasi é um dos autores e palestrantes mais bem sucedidos na área. O autor mostra como hábitos cotidianos e disciplina, incluindo o trabalho honesto e manter um padrão de vida adequado são a única forma de buscar um futuro tranquilo. O livro mostra dicas para gerenciar ganhos, reduzir despesas, e mais importante, o foco na prosperidade e vida equilibrada.

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A mente acima do dinheiro - Brad Klontz e Ted Klontz

Afinal, dinheiro é fonte de felicidade ou causa de estresse? Os irmãos Klontz aproveitam suas décadas de experiência de consultoria para mostrar os 12 erros mais comuns que impedem as pessoas de poupar dinheiro. O livro mostra como identificar essas falhas, buscar a raiz do problema, e como superá-las. Lidar com as emoções é fundamental para se atingir uma vida financeira saudável.

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Como aplicar educação financeira às criptomoedas?

Ao entender que o acúmulo de capital é algo que leva anos, e usualmente décadas, sua percepção de risco sobre as criptomoedas é alternada.

  • A educação financeira mostra que investimentos de longo prazo são usualmente mais arriscados, e justamente por isso oferecem maiores retornos.
  • O Bitcoin foi o ativo financeiro de melhor retorno nos últimos 2, 4 e 10 anos, provando-se um excelente meio de diversificação, reduzindo assim os riscos de uma carteira concentrada em ativos tradicionais.

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Acima temos o tripé: risco, rentabilidade, e liquidez. Um investimento de alta rentabilidade e resgate imediato (liquidez), muito provavelmente é de extremo risco.

Na ponta oposta, um investimento de baixo risco dificilmente consegue obter simultaneamente uma grande perspectiva de retorno e facilidade de se desfazer do negócio.

Em resumo, a educação financeira evita que a pessoa caia em golpes, incluindo promessas de retorno garantido em renda variável, que inclui criptomoedas, ações de empresas, e divisas estrangeiras.

Desse modo, entender o que é criptomoeda é fundamental para conhecer as alternativas ao sistema financeiro tradicional, algo que parte da educação financeira básica.

Investir em criptomoedas é seguro? Como faço?

Sim, investir em criptomoeda é seguro, pois todas as transações são registradas de forma pública no banco de dados, e somente o detentor das senhas de acesso de determinada carteira (wallet) consegue realizar transações.

  • O Bitcoin possui 13 anos de funcionamento sem interrupções, com todas as movimentações validadas de forma independente por seus usuários.
  • Só as criptomoedas permitem a auto-custódia (guarda) sem depender de intermediários ou da confiança em terceiros.
  • Apesar da volatilidade, a forte variação nas cotações, o Bitcoin valorizou 408% em 2 anos até Jan/2022, e incríveis 6.922% em 5 anos.

Para investir em criptomoedas com segurança, é importante escolher uma corretora de ativos digitais (exchange) com histórico de funcionamento sem intercorrências. O Mercado Bitcoin atua no Brasil há mais de 8 anos, sem nunca ter perdido valores digitais ou fiduciários de nossos clientes.

A proteção da inflação faz parte da educação financeira, e a escassez digital das criptomoedas surgiu para resolver esse problema. Por isso, abra sua conta no Mercado Bitcoin e comece hoje mesmo sua poupança em Bitcoin e criptomoedas.

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