Criptoativos

Os projetos mais promissores no universo das criptomoedas

Criado em 10/06/2021 - Atualizado em 10/06/2021

5 minutos 30 segundos de leitura

Os projetos mais promissores no universo das criptomoedas

Sem dúvidas o Bitcoin, a maior e mais antiga criptomoeda, é conhecida por grande parte dos investidores. Embora tenha sido lançada no início de 2009, foi durante os últimos 4 anos que este mercado assegurou uma posição de destaque no mundo das finanças.

Mas afinal, quais são as maiores criptomoedas, e para que serve cada uma delas? Sabemos que nem todas buscam competir como “ouro digital”, e que seus preços podem variar de centavos a centenas de milhares de Reais, mas qual a diferença entre elas?

Para responder essas perguntas, precisamos primeiramente entender a diferença entre o dinheiro fiduciário, mesmo que na forma digital, e as criptomoedas.

Acompanhe no detalhe com o Mercado Bitcoin quais os projetos mais relevantes no universo das criptomoedas.

Como funcionam as moedas fiduciárias?

A moeda fiduciária tem seu curso forçado, usualmente emitida por governos. Outra marca desta classe de dinheiro é a ausência de um lastro, ou seja, a paridade de troca deste valor por um bem físico. Fazem parte desse conjunto as cédulas de dinheiro, saldos em conta-corrente, cheques, e títulos de dívida.

A moeda fiduciária, sem lastro, substituiu de forma definitiva o padrão-ouro em 1971. Nesse caso, o valor da moeda emitida por governos é baseado na autoridade, utilidade, e confiança do emissor.

Embora a moeda brasileira Real seja transferida de forma eletrônica, a mesma depende da coordenação e controle do Banco Central.

Janeiro de 2009, nasce o Bitcoin

O Bitcoin foi o primeiro ativo digital sem um coordenador central, ou seja, não é emitido por nenhum Banco Central ou governo. Dessa forma, podem ser utilizados livremente para transações de forma livre entre os participantes, sem possibilidade de intervenção externa.

A grande invenção que permite o funcionamento da rede descentralizada do Bitcoin é o Blockchain, esta sequência de dados que requer validação das transações através da criptografia. Esta tecnologia garante a segurança das transações, e dão transparência ao sistema.

O valor do Bitcoin é definido pela oferta e demanda no mercado em dado instante. Não há lastro ou base de cálculo para seu valor mínimo ou justo. Sua principal vantagem é a previsibilidade da oferta limitada, além de ser impossível de ser falsificado, clonado, ou de se reverter transações.

O Bitcoin é o líder por conta de seu histórico de 12 anos de negociação, confiança na imutabilidade, além do grande número de usuários. Seu contrato futuro é negociado na bolsa de Chicago (CME) desde o final de 2017, e a criptomoeda conta com ampla participação de investidores institucionais.

Ethereum (ETH)

A grande novidade do Ethereum, a segunda maior criptomoeda, foi permitir uma camada adicional de informação no Blockchain. Desse modo, é possível manter um registro de movimentações de tokens, os criptoativos, além dos contratos programáveis, os smart contracts.

Uma nova linguagem de programação denominada Solidity foi desenvolvida para permitir que tais contratos programados fossem executados de forma automática.

Por inovar, o Ethereum se tornou o líder absoluto em aplicativos descentralizados, além de manter em sua rede os tokens no padrão ERC-20, que incluem projetos renomados como o USD Coin (USDC), Chainlink (LINK) e Maker (MKR).

O Ethereum está passando por uma grande transformação, e pretende abandonar a mineração tradicional, que além de custosa, demanda muita energia. A migração deve ocorrer ao longo dos próximos dois anos, aumentando a capacidade de transações e reduzindo seu custo operacional.

Cardano (ADA)

Sem dúvida um dos projetos mais ousados, Cardano prevê executar smart contracts em redes paralelas, as sidechains, reduzindo o impacto computacional na camada principal.

Sua rede permite que validadores votados pelos detentores de ADA confirmem as transações, mas simultaneamente requer que um terceiro confira o resultado. Além disso, o número de “vagas” em cada bloco irá variar conforme a demanda.

Por ser desenvolvida por um co-fundador da Ethereum, a criptomoeda conseguiu uma grande adesão de desenvolvedores, embora não possua ainda um sistema operacional capaz de executar os smart contracts.

Seu potencial, caso consiga entregar tudo que prometeu, é quase ilimitado, embora já tenham se passado 4 anos e meio do lançamento da criptomoeda.

Ripple (XRP)

A empresa Ripple Labs optou por se firmar como uma solução de pagamentos integrada ao sistema financeiro tradicional, conseguindo inclusive aval do Estado de NY através da BitLicense em 2016. Por esse motivo, optou por não utilizar a tecnologia blockchain, dando mais poder para os agentes validadores.

Todos os tokens XRP foram emitidos no ato da criação do projeto, então a tarefa do ledger é de um simples banco de dados, e as transações, praticamente sem custo. Disputas internas levaram à saída de um dos co-fundadores, Jed McCaleb, que optou por criar outra criptomoeda, a Stellar (XLM).

Ao longo do tempo, o foco da XRP migrou de “criptoativo do sistema bancário” para um modelo complementar, voltado para remessas internacionais instantâneas. Por último, adicionou a funcionalidade de tokens simples, sem smart contracts, serem registrados no banco de dados.

A empresa Ripple passa por uma batalha judicial com o regulador norte-americano SEC, que alega ter ocorrido uma venda não-registrada de ativo mobiliário na oferta inicial do XRP.

USD Coin (USDC)

Stablecoin é uma criptomoeda cuja cotação busca ficar próxima de 1 dólar. Na tradução literal, uma “moeda estável”, e isso usualmente é atingido através da manutenção da quantidade equivalente de dinheiro em depósitos bancários e investimentos financeiros.

Ou seja, para cada USD Coin (USDC) emitido, existe 1 dólar equivalente nas mãos do administrador. Desta forma é possível unir a transparência e segurança do blockchain à tradição das moedas emitidas pelos governos.

USD Coin é uma stablecoin 100% lastreada em dólar, iniciativa da Circle e da Coinbase, empresas devidamente reguladas e auditadas. Trata-se da segunda maior stablecoin em circulação, transacionada na rede Ethereum sob a forma de um criptoativo no padrão ERC-20.

O maior risco da USD Coin é a variação cambial, pois o USDC é lastreado em Dólares. Uma desvalorização frente ao Real causa uma queda na cotação do criptoativo.

Estude antes de se aventurar

Conforme mencionado, cada criptomoeda possui suas próprias regras de emissão, graus de descentralização, e flexibilidade para execução de smart contracts.

Todos os meses surgem novas moedas, e o Mercado Bitcoin busca trazer novidades que apresentem sólidos fundamentos, além de questões de segurança.

Ao se aventurar em projetos desconhecidos, ou com equipe de desenvolvedores questionável, o usuário corre o risco de surpresas negativas, e isso está se tornando cada vez mais comum após o advento das exchanges descentralizadas (DEX).

Por esse motivo, temos um processo demorado, porém saudável, para assegurar que nossos clientes tenham um grau maior de confiança para investir em novos projetos. De qualquer maneira, recomendamos que cada um faça seu próprio estudo antes de se aventurar em novidades.

Curtiu esta explicação dos maiores projetos de criptomoedas? Acompanhe nossas dicas no Instagram, e explore o mundo das finanças digitais com o Mercado Bitcoin, líder absoluto em volume e número de clientes.

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