PIX do Banco central: entenda o que é e como funciona esse sistema!

PIX é o novo sistema de pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central, que irá entrar em vigor em meados de novembro. Além de funcionar 24 horas por dia, todos os dias na semana, o meio de pagamento será administrado diretamente pelo próprio Banco Central.

Outro aspecto positivo é que o sistema PIX não é exclusivo ou preferencial dos bancos, desta forma, todos podem receber e enviar valores, intermediado diretamente pelo Banco Central. Além disto, o custo por transação é, até o momento, inferior a um centavo, portanto ao menos em tese, deve mudar a dinâmica dos meios de pagamentos no Brasil.

Embora isto faça sentido, muitas dúvidas surgem quando pensamos na figura do Banco Central intermediando transações. Deve-se repensar o papel dos bancos como únicos intermediadores de transações no Sistema Financeiro, e até mesmo dos boletos e cartões de débito.

O próprio Bitcoin, que apesar de ser uma criptomoeda, atua como meio de pagamento, será influenciado pela entrada do PIX. Quer aprender o que é Bitcoin, e para que serve? Acompanhe um artigo que redigimos para tirar suas dúvidas.

Enfim, o brasileiro tem razões para desconfiar, e por isto nós do Mercado Bitcoin preparamos este estudo detalhado sobre os impactos do novo sistema de pagamentos instantâneos PIX do Banco Central. Acompanhe com a gente!

O que é o PIX do Banco Central?

PIX do Banco Central

PIX é um serviço de transferências intermediado pelo Banco Central, possibilitando assim envios instantâneos e praticamente de graça, todas as horas e dias da semana. Desta forma, o novo meio de pagamento melhora a experiência do cliente, reduz custos de transação, ao passo que aumenta a eficiência do mercado como um todo.

Nesse sentido, lojistas e provedores de serviço passam a ter uma forma de cobrar diretamente seus clientes, sem a necessidade de um intermediador, por exemplo, um boleto bancário. Ao mesmo tempo, pessoas e empresas conseguem transferir valores sem custo entre diferentes bancos e instituições.

O PIX do Banco Central trabalha com uma estrutura de banco de dados centralizada e fechada, ou seja, controlada única e exclusivamente pelo Banco Central. No entanto, o sistema é mais inclusivo que o Sistema Financeiro tradicional, já que não é necessário ser um banco para intermediar transações.

Qual a importância do PIX?

Embora seja transparente para os clientes, existe uma taxa embutida nas transferências bancárias e transações comerciais. Esta cobrança ocorre cada vez que você realiza um TED, paga um boleto, ou efetua um pagamento no cartão de débito. Estes valores estão embutidos nas taxas que os bancos cobram, ou são cobertos pelo vendedor.

De qualquer maneira, a sociedade atualmente arca com esse alto custo. Mesmo no caso dos bancos que não cobram taxas para transferências na modalidade TED, existe a ineficiência na limitação de horários e dias em que o sistema está disponível.

De modo similar, as startups de finanças (FinTechs) são obrigadas a buscar um parceiro integrante do Sistema Financeiro Nacional, pois não podem oferecer contas-corrente para seus usuários. O novo sistema PIX do Banco Central acaba com este problema, portanto, é mais inclusivo tanto para os usuários, quanto para os intermediadores.

Como funciona o PIX do Banco Central?

Primeiramente, ambos os lados, emissor e receptor, da transação, precisam ter um cadastro no PIX. No entanto, é possível efetuar esse cadastro em qualquer instituição de pagamento registrada no PIX do Banco Central, que incluem os bancos, mas também as startups de finanças (FinTechs).

Desta forma, não é necessário ter uma conta-corrente em um banco tradicional ou digital para ser usuário do PIX. De fato, sua identificação no PIX pode ser feita através de CPF, e-mail, ou telefone. Utilizando o aplicativo do seu banco ou instituição de pagamento registrada no PIX do Banco Central, você poderá enviar valores através do QR Code, ou digitando a chave PIX do destinatário.

Se preferir, é possível transferir através do PIX utilizando os dados do modelo antigo, o TED e DOC. Desta forma, você deverá informar banco, agência, conta de banco, CPF e nome do destinatário. Nesse sentido, as transferências são realizadas pelo próprio aplicativo no celular da instituição de pagamento na qual o usuário já possua um cadastro.

Quais os benefícios do PIX do Banco Central?

Primeiramente, a agilidade quase instantânea das transações, num sistema disponível 24 horas por dia, todos os dias na semana. Em seguida, deve-se levar em conta a facilidade de uso através do QR Code, uma espécie de código de barras que qualquer celular ou smartphone consegue ler de forma automatizada.

Deste modo, não há necessidade de uma conta-corrente em banco, ou até mesmo cartão de crédito. O usuário pode utilizar o sistema PIX do Banco Central em um aplicativo de qualquer instituição de pagamento, inclusive as FinTechs. Além disso, as transações entre pessoas físicas são inteiramente gratuitas.

Outra vantagem do PIX é a possibilidade de oferecer um código (chave) para receber transferências. Desta forma, não é necessário informar nome ou CPF, embora esta não seja a única forma de se identificar no sistema. Assim sendo, também é possível receber através do PIX utilizando e-mail, telefone, ou até mesmo os dados bancários convencionais.

Para os lojistas e fornecedores de serviço, passa a existir uma forma instantânea e praticamente grátis de receber valores. Ao mesmo tempo, as pessoas físicas e empresas ganham um acesso maior ao sistema financeiro, já que não é obrigatória uma conta-corrente de banco para uso do meio de pagamento PIX do Banco Central.

Se você já conhece o Bitcoin, sabe que a criptomoeda surgiu justamente para ser um meio de pagamentos sem a necessidade de intermediários. Aliás, é possível com Bitcoin pagar boletos, recarregar celulares, comprar vale-presentes, e até mesmo utilizar cartões de débito pré-pagos. Leia o nosso artigo e aprenda mais sobre o Bitcoin como meio de pagamento.

Menos informações para transferências

Se você já tentou realizar um TED ou DOC para uma conta em outra instituição financeira, provavelmente já se deparou com a grande quantidade de dados necessária. Nome completo, CPF ou CNPJ, código do banco, agência, conta com dígito, e também identificar se é conta-corrente ou poupança. Além de deixar informações pessoais, e sensíveis, expostas, isso praticamente inviabiliza transações de menor valor. Qualquer erro em algum desses números irá inviabilizar a transação. No entanto, no sistema PIX do Banco Central, é possível realizar transferências utilizando apenas um código (chave).

Desta forma, é possível utilizar o leitor de QR Code do próprio aplicativo da instituição financeira que seja registrada no PIX. Se assim desejar, o CPF, e-mail, ou telefone também pode ser utilizado como identificador de sua conta PIX.

Rapidez nas transações

Movimentações e transferências no PIX do Banco Central são praticamente instantâneas. O dinheiro fica disponível na conta em cerca de três segundos, enquanto a compensação de um boleto ou cheque leva até dois dias úteis.

Deste modo, lojistas e vendedores de serviços podem contar com um método extremamente seguro, eficiente e barato e receber valores. Ao mesmo tempo, as pessoas físicas ganham um método tão rápido de enviar valores quanto o próprio dinheiro em espécie.

Segurança do PIX do Banco Central

Em primeiro lugar, as informações financeiras e dados pessoais são protegidas pelas mesmas leis do sigilo bancário. Deste modo, o Banco Central exige que os dados das transações que transitam entre as instituições participantes sejam criptografados.

Por conta de sua estrutura centralizada, administrada e mantida pelo próprio Banco Central, o risco de vazamento de dados sensíveis é menor. A comunicação entre os participantes do PIX é através de um sistema de troca de mensagens criptografadas através da própria rede do Sistema Financeiro Nacional.

Calma! O uso de sistemas de criptografia para proteção de dados não fazem do Real (R$) circulando através do PIX um criptoativo. Quer entender como funciona uma transação de criptomoeda? Leia aqui para aprender a função do minerador e segurança digital.

O meio de pagamentos PIX já nasce preparado para atender as necessidades da Lei Geral de Proteção de Dados, LGPD, em vigor, aguardando sancionamento presidencial.

Integração com outros serviços

Primeiramente, é necessário entender que o PIX é um meio de pagamentos, assim como o TED. Qualquer banco tradicional, digital, instituição de pagamento, ou startup de tecnologia poderá solicitar seu registro junto ao Banco Central para intermediar transações na rede.

Desta forma, o PIX do Banco Central já nasce como o mais democrático sistema digital de transações financeiras. Por ser apenas um meio de pagamentos, cabe a estes provedores de serviços financeiros oferecer e integrar o PIX. Os grandes bancos são obrigados a participar, no entanto, a ampla maioria dos bancos digitais e grandes FinTechs já demonstraram interesse.

Transações no PIX

A grande vantagem do PIX, também é seu maior defeito. Como todas as transações neste meio de pagamento passam pelo Banco Central, o acesso à informação desta entidade é muito maior. Em contrapartida, os bancos e integrantes do Sistema Financeiro Nacional só são obrigados a informar CPF ou CNPJ em transações acima de R$ 2 mil.

No entanto, por ser um sistema de pagamentos mais inclusivo e democrático, serve tanto para microtransações, pagamentos do dia-a-dia entre pessoas, empresas, prestadores de serviço, e até mesmo grandes transações entre empresas ou entes do governo.

Nesse sentido, o Banco Central passa a ter um controle mais direto das transações realizadas através do PIX, facilitando o monitoramento. No atual sistema, onde intermediadores de pagamento que não são conectados ao Sistema Financeiro Nacional, não são obrigados a informar tais movimentações. Isto inclui as Fintechs de pagamentos, por exemplo, que antes do PIX dependiam exclusivamente dos bancos para intermediar transações.

QR Code no PIX

O próprio site do Banco Central traz uma definição clara de como este QR Code pode ser utilizado nas transações do PIX. O código (chave) de identificação é transformado nesse sistema similar ao código de barras. Desta forma, qualquer usuário do PIX consegue efetuar a leitura deste QR Code através do aplicativo de seu intermediador de pagamentos. Em seguida, poderá visualizar o valor cobrado e autorizar ou recusar a transferência.

Este QR Code possui duas modalidades. A primeira é o modelo estático, que pode ser usado em múltiplas transações. O destinatário pode optar por um valor fixo para cada transação, ou permitir ao pagador informar o valor. Em seguida, temos o modelo dinâmico, que é exclusivo para cada transação individual, de uso único. Neste caso, é possível inserir outras informações, como o número da Nota Fiscal, a identificação do consumidor, ou similar.

Tecnologia NFC no PIX

PIX do Banco Central

Além do código (chave) de identificação e QR Code, usuários do PIX podem oferecer troca de informações por aproximação, conhecido como near-field communication (NFC). Alguns smartphones possuem tal sistema, e funcionam por proximidade.

No entanto, isto não é uma funcionalidade do PIX, e sim do aplicativo oferecido pelo intermediador de pagamento integrado à rede do Banco Central. De qualquer modo, é mais uma opção para solicitação de pagamento feita por lojistas, vendedores, prestadores de serviço, e entre as próprias pessoas físicas.

Impacto do PIX no Bitcoin

A verdade é que PIX e Bitcoin não são concorrentes, já que o PIX é apenas um sistema de intermediação de pagamentos, enquanto o Bitcoin é uma moeda digital. O PIX realiza transferências e movimentações de Reais (R$), portanto pode ser considerado como aliado do Bitcoin. Desta forma, é possível realizar transferências 24 horas por dia para as exchanges como o Mercado Bitcoin, onde são negociados criptoativos.

O Bitcoin tem como principal característica a descentralização, ou seja, a ausência de uma entidade central, ou uma maneira de censurar transações. Nesse sentido, o usuário que busca a liberdade do Bitcoin não tem nenhum ganho pela implementação do PIX no Sistema Financeiro Nacional.

Em suma, os usuários de Bitcoin e criptomoedas só tem a ganhar com o crescimento do PIX, já que o acesso às transferências da moeda brasileira passa a ser mais democratizado. Nesse sentido, tanto a entrada quanto saída de Reais para as exchanges é facilitado. Por estes motivos, o Mercado Bitcoin vê com bons olhos o avanço na tecnologia de meios de pagamentos digitais pelo Banco Central brasileiro.

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