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Qual a diferença entre moeda fiduciária e criptomoedas?

Criado em 20/05/2021 - Atualizado em 20/05/2021

5 minutos de leitura

Qual a diferença entre moeda fiduciária e criptomoedas?

O nome “moeda fiduciária” pode não ser familiar, mas certamente você as utiliza no dia-a-dia. As cédulas de dinheiro, saldos em contas-corrente, cheques e títulos de crédito são formas de utilização da moeda fiduciária.

Também chamada fiat, é toda aquela moeda que tem seu curso forçado, usualmente emitida por governos. Outra marca desta classe de dinheiro é a ausência de um lastro, ou seja, a paridade de troca deste valor por um bem físico.

A moeda fiduciária, sem lastro, substituiu de forma definitiva o padrão-ouro em 1971. Dessa forma, os Bancos Centrais podem emitir quanto dinheiro desejam. Nesse caso, o valor da moeda fiduciária é baseado na autoridade, utilidade, e confiança do emissor.

O Mercado Bitcoin, exchange líder no país, com mais de 8 anos de funcionamento sem intercorrências, explica quais as diferenças entre criptomoedas e moedas fiduciárias.

O que são moedas fiduciárias?

A moeda fiduciária equivale basicamente a dívidas. Quando o Banco Central emite cédulas de dinheiro, ele está dividindo esta conta com os poupadores. São os dólares, Reais (R$), Euros (EUR), Ienes, Pesos argentinos, e demais moedas emitidas por governos.

Na antiguidade o ouro era usado para definir o valor de uma moeda. Assim, para imprimir determinada quantidade de cédulas de dinheiro, o governo deveria deter a quantidade equivalente de ouro. Isso deixou de existir há mais de 50 anos, porém, no imaginário popular, os ativos de um país funcionam como garantia, o que não é verdade.

O valor do dinheiro fiduciário (fiat) depende da força do governo emissor, visto que impostos, transações bancárias e comércio devem obrigatoriamente seguir este padrão. Quanto maior o descasamento entre receitas e gastos do país, maior sua dívida, tendendo a desvalorização da moeda local.

Embora a moeda brasileira Real seja transferida de forma eletrônica, a mesma depende da coordenação e controle do Banco Central.

O que são criptomoedas?

Criptomoedas são ativos digitais que não apresentam um coordenador central, ou seja, não são emitidas por nenhum Banco Central ou governo. Podem ser utilizadas para compra de bens e negociações internacionais, de forma livre entre os participantes, sem possibilidade de intervenção externa.

A primeira criptomoeda e mais conhecida é o Bitcoin, mas já existem outras milhares em circulação. Para funcionar, utilizam o banco de dados descentralizado, o Blockchain, e a criptografia. Estas tecnologias garantem a segurança das transações, e dão transparência ao sistema.

O valor das criptomoedas é definido pela oferta e demanda no mercado em dado instante. Não há lastro ou base de cálculo para valor mínimo. Isso torna as criptomoedas mais voláteis do que a moeda fiduciária, ou seja, sua cotação varia de forma mais acentuada. Isso é característica de um mercado em desenvolvimento.

São exemplos de criptomoedas: Bitcoin, Ethereum, Litecoin, e Ripple. Em outro artigo explicamos o que é lastro, e se Bitcoin possui algum lastro.

Quais as vantagens e diferenças das moedas fiduciárias?

As moedas fiduciárias estão sempre atreladas aos governos e respectivos Bancos Centrais. O usuário tem pouco ou nenhum controle sobre o funcionamento do sistema, ficando sempre dependente de terceiros.

Vantagens:

  • Pode ser impressa conforme a necessidade;
  • Segura e fácil de armazenar, já que possui um coordenador central;
  • Amplamente aceita no comércio e nas transações internacionais.

Desvantagens:

  • Emissão em grande quantidade gera alta na inflação;
  • Transações são reversíveis e/ou confiscáveis;
  • Nem sempre a administração busca o melhor retorno para os detentores.

Ainda está com dúvidas sobre a moeda fiduciária? Calma, no vídeo abaixo a equipe da @usecripto explica em mais detalhes suas diferenças:

E as vantagens e diferenças das criptomoedas?

A principal diferença é que a criptomoeda não possui um coordenador central, e independe dos governos. Cabe ao usuário fazer o próprio registro das transações, armazenamento das senhas, e conferência dos valores recebidos.

Vantagens:

  • Oferta limitada e previamente determinada;
  • Só existe de forma eletrônica, facilmente transferível;
  • 100% transparente e auditável por todos os participantes;
  • Não pode ser falsificado, nem tampouco ter transações revertidas.

Desvantagens:

  • Alto custo de validação das transações;
  • Pouco aceitas em escala mundial;
  • Usuário é responsável pela própria custódia (guarda) das senhas.

É comum escutarmos que Bitcoin e criptomoedas são ilegais, ou que a China controla determinada rede. Por isso, preparamos uma lista de mitos e verdades com as principais questões.

O que é CBDC, e como se diferencia de criptomoedas?

Uma CBDC, ou moeda digital emitida por um Banco Central, é uma versão tokenizada da moeda nacional. Ou seja, mantém as características de uma moeda fiduciária, porém seu registro é feito em um banco de dados distribuído, que pode ou não ser um blockchain.

Nos últimos dois anos, governos de vários países, entre eles China e Estados Unidos, anunciaram planos para digitalizar suas moedas nacionais. Os especialistas denominam estes criptoativos de Central Bank Digital Currency, ou CBDC.

As CBDCs fazem parte da oferta monetária base do país, podendo circular junto das moedas no formato tradicional. É como se cada pessoa no país tivesse acesso a uma conta bancária diretamente no Banco Central, sem necessidade de bancos e intermediários para efetuar a transação.

Nesse sentido, as CBDCs são bastante diferentes das criptomoedas. As moedas digitais emitidas por bancos centrais possuem as mesmas regras de emissão e deficiências do dinheiro fiduciário.

Por outro lado, criptomoedas como o Bitcoin são emitidas de forma distribuída seguindo as regras previamente programadas, sem necessidade de intervenção.

CBDC, similaridades e desvantagens

Tanto as CBDCs quanto as criptomoedas funcionam com base no banco de dados distribuído, e permite que as transações sejam registradas e verificadas em tempo real por múltiplos usuários de forma independente.

Embora alguns varejistas já aceitem o Bitcoin e demais criptomoedas como pagamento, estas não são reconhecidas pelos governos dos países como moeda. Por definição, as CBDCs nascem reconhecidas pelos varejistas, pagamentos de tributos, e contratos com o governo.

Uma desvantagem das CBDCs é acabar com a privacidade do usuário. O governo passa a ter controle total sobre seus gastos. O governo chinês menciona a restrição da circulação, e até mesmo colocar um prazo de validade nas moedas.

Por esses motivos, é incorreto afirmar que as moedas digitais emitidas por governos competem com o Bitcoin e as criptomoedas, apesar da tecnologia ser semelhante.

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