Qual o futuro das criptomoedas? Veja as tendências!

Engana-se quem acha que a única inovação das criptomoedas foi o blockchain. De fato, este banco de dados sem uma entidade ou grupo coordenando foi revolucionário. No entanto, o Bitcoin abriu as portas para o universo dos criptoativos, que incluem as moedas lastreadas em Dólar e ouro.

Além disto, as camadas adicionais no blockchain do Ethereum permitiram o crescimento dos aplicativos descentralizados, além dos tokens de utilidade. Esta indústria é bem recente, e certamente novas funcionalidades vão surgir mais adiante.

De qualquer modo, já é possível ver o que as criptomoedas guardam nas áreas de privacidade, velocidade, aplicações financeiras e muito mais. O Mercado Bitcoin quer ajudar no seu desenvolvimento na área de criptoativos, por isso investe em educação. Acompanhe com a gente!

Para que servem as altcoins?

altcoins

As altcoins, ou criptomoedas alternativas ao Bitcoin, foram criadas para resolver alguma limitação do Bitcoin. Desenvolvedores e empreendedores começaram a experimentar com a tecnologia blockchain, este banco de dados descentralizado.

Entre as primeiras altcoins, destacam-se as que prometiam resolver os problemas de escalabilidade do Bitcoin. Ou seja, buscavam ser mais rápidas, facilitando o trabalho de validação das transações.

No entanto, foram as camadas adicionais do blockchain implementadas pela criptomoeda Ethereum que trouxeram novas funcionalidades. Deste modo foi possível criar outros ativos digitais e protocolos mais complexos utilizando os contratos inteligentes.

Bitcoin como “moeda oficial”

Alguns investidores apostam que no futuro o Bitcoin irá se tornar a principal moeda internacional, assim como são o Dólar e Euro hoje. De fato, precisamos reconhecer que as moedas fiduciárias de alguns países perderam totalmente seu valor, sucumbindo à inflação.

Dessa forma, o Bitcoin vence quando as pessoas percebem que as moedas de seus países não funcionam para preservar o poder de compra. Isto está acontecendo atualmente na Venezuela, Irã, Zimbábue e na Argentina.

O descontrole orçamentário dos governos leva a inflação, e invariavelmente a moeda local acaba se desvalorizando frente ao ouro e o Dólar. No entanto, dessa vez o próprio Banco Central norte-americano (FED) tem injetado pacotes trilionários para tentar salvar a economia.

De fato, em algum momento os efeitos da impressão desenfreada de Dólares vão começar a ser sentidos. No atual momento, os investidores estão optando primordialmente por investir em ações de empresas, títulos de dívida e imóveis. Aos poucos, conforme o valor destes ativos se tornar inflado, o fluxo migra para ouro, Bitcoin, e demais ativos escassos.

Neste cenário, empresas e países poderiam adotar o Bitcoin como reserva, assim como tivemos o ouro no passado.

Avanços regulatórios pelo mundo

A regulação do mercado de criptoativos tem avançado nos últimos anos, embora variando o grau de permissibilidade entre cada país. Na Alemanha, desde o início de 2020 os bancos foram autorizados a realizar intermediação e custódia (guarda) de bitcoin e criptomoedas.

Dessa maneira, a Alemanha reconhece os ativos digitais como instrumentos financeiros, portanto sujeitos à regulação da autoridade Federal de supervisão financeira. Entretanto, França e Portugal declararam que transações envolvendo apenas criptoativos são isentas de impostos.

A situação é diferente nos Estados Unidos, onde os bancos foram autorizados a prestar serviços de intermediação e custódia de criptoativos. Similarmente, a Kraken foi a primeira exchange autorizada a atuar como um banco nos EUA.

No Brasil, entrou em vigor a Instrução Normativa 1888 em 2019, exigindo que as exchanges informem todas as transações para Receita Federal. Além disto, a indústria de corretagem e custódia de criptoativos foi reconhecida pelo IBGE.

Por fim, a Associação Brasileira de Criptoeconomia - ABCripto, lançou recentemente seu Código de Conduta e Autorregulação. Desta maneira, as exchanges e intermediadores participantes assumem compromissos de governança, práticas de conduta, e de prevenção à lavagem de dinheiro.

Acompanhe o vídeo abaixo com mais informações sobre a regulação do mercado de criptomoedas.

Crescimento das stablecoins reguladas

As stablecoins, criptoativos que buscam seguir a cotação do Dólar, ganharam reconhecimento e legitimidade da agência reguladora OCC nos EUA. Nesse sentido, os bancos tradicionais foram autorizados a prestar serviços para os emissores e intermediadores das stablecoins.

stablecoins

O embate jurídico entre o Departamento de Justiça de Nova Iorque e a criptomoeda Tether (USDT) persiste, sem previsão de término. Há queixas sobre a falta de transparência no lastro, além de questões regulatórias impedindo o acesso direto a clientes norte-americanos. Nesse cenário crescem as stablecoins com mais transparência, dentre elas o USD Coin (USDC).

A USDC tem crescido muito em adoção e atualmente é a segunda maior stablecoin em circulação. Veja como funciona esta criptomoeda pareada ao Dólar e como utilizá-la.

Contratos inteligentes, Ethereum e EOS

Nos últimos meses, os smart contracts, contratos digitais programáveis, ganharam os holofotes com suas aplicações financeiras. Criptomoedas como Ethereum (ETH), EOS, e Tron (TRX) permitem que seus usuários utilizem plataformas descentralizadas, ou seja, sem depender de uma empresa ou coordenador.

No início, fizeram sucesso os jogos de azar, apps de aposta, marketplaces e redes sociais. Em seguida, surgiram as finanças descentralizadas (DeFi), envolvendo empréstimos e trocas de criptoativos. O sucesso foi tamanho que as taxas de confirmação do Ethereum saíram de 15 centavos para um pico de 10 Dólares no início de setembro.

Desta maneira, os desenvolvedores da Ethereum se viram forçados a acelerar os planos do lançamento da versão 2.0 da moeda. Este novo blockchain busca resolver o problema da escalabilidade, embora não exista uma previsão para a migração dos atuais aplicativos e moedas da rede atual para este novo modelo.

Neste cenário, os investidores e desenvolvedores começam a estudar com mais cautela outros projetos que permitem o uso dos smart contracts, dentre os quais EOS e Tron (TRX) têm se destacado. Cabe lembrar que atualmente mais de 80% dos aplicativos descentralizados rodam na rede Ethereum.

Este outro artigo explica alguns exemplos práticos dos smart contracts, além do universo de finanças descentralizadas (DeFi).

Privacidade nas transações

Existe um mito de que o Bitcoin é anônimo. No entanto, a criptomoeda trabalha com pseudônimos (apelidos). Deste modo, existem empresas especializadas em rastreamento no blockchain, sendo possível identificar transações mesmo em alguns casos que utilizam técnicas de ofuscação.

Este assunto não foi esquecido pela comunidade do Bitcoin, já que é fundamental para atingir a fungibilidade. Somente desta forma será possível garantir que nenhum usuário será censurado por grupos, incluindo mineradores.

No entanto, há desvantagens neste modelo, usualmente dificultando que o usuário comum consiga verificar sozinho a quantidade de moedas em circulação, ou mesmo o fluxo de todas as transações.

Tanto o Bitcoin (BTC), quanto o Ethereum (ETH) e o Litecoin (LTC) possuem projetos em andamento buscando privacidade. Desse modo, enxergam a importância da fungibilidade.

Agora que você já entendeu como as criptomoedas podem continuar evoluindo, que tal aprender como utilizar análise técnica, e quais os principais indicadores? O Mercado Bitcoin ajuda você a se tornar um investidor e trader mais completo.

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