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Quer saber se investir em dólar vale a pena? Veja aqui!

12/03/2021

8 minutos de leitura

Quer saber se investir em dólar vale a pena? Veja aqui!

O investimento em dólar, apesar de não apresentar um dividendo, ou expectativa de lucro, pode ser muito rentável. Isso porque a moeda brasileira é mais fraca por conta de nosso histórico de instabilidade política e monetária.

Desse modo, para aqueles que vivem em países com moeda fraca, investir em dólar é buscar proteção, e usualmente rentável no longo-prazo. Isso porque as moedas são ativos de renda variável, portanto sem previsão de retorno.

Nesse sentido, participam deste mercado não só o governo e suas controladas, mas todas as exportadoras, importadoras, bancos, financeiras, fundos de investimento, além de pessoas físicas. Ou seja, além de diversos participantes, são muitos os fatores externos que influenciam na cotação do dólar.

Mas afinal, ainda vale a pena investir em dólar após a alta nos últimos meses? Veja as vantagens, e como ganhar dinheiro com o Mercado Bitcoin, líder no mercado de criptoativos na América Latina.

Por que o dólar é considerado moeda global?

Os EUA são, sem dúvida, a maior potência econômica mundial, apesar do rápido crescimento da China. Seu Produto Interno Bruto de US$ 20,8 bilhões, ou seja, a soma de todos os serviços e produtos originados na região, é superior à soma do Japão, Alemanha, Reino Unido, Índia, França, Itália e Canadá.

Por conta de seu poderio bélico e econômico, o dólar é a principal referência nas transações internacionais, em especial, nos mercados de commodities — ouro, petróleo, grãos, proteína — e comércio em geral.

Embora não exista uma regra ou lei impedindo a negociação de produtos e serviços em outras divisas, o próprio domínio do governo e empresas norte-americanas concentra uma maior liquidez neste par. Dessa forma, transações entre a China e Brasil, por exemplo, são mais comuns através da intermediação utilizando o dólar.

Quais as vantagens de investir em dólar?

O dólar é considerado a moeda de segurança, pois os títulos de dívida do governo norte-americano compõem grande parte das reservas dos demais países. Dito isso, em épocas de crise ou incerteza, os investidores buscam o menor risco relativo.

Nesse sentido, o dólar, ao menos tradicionalmente, é menos arriscado que a moeda brasileira, o Real R$. Nosso histórico de descontrole da inflação, e até mesmo de constantes trocas de moedas ao longo das décadas, gera desconfiança, especialmente em períodos de descontrole de gastos do governo.

Em resumo, para o investidor brasileiro, o dólar funciona como proteção para a desvalorização da moeda local, causada pela inflação, ou até mesmo expectativa de piora na economia global. Além disso, a divisa estrangeira é mais aceita em negociações internacionais.

Quais os riscos de comprar dólar?

Primeiramente, para aqueles que possuem gastos em Reais R$, existe a volatilidade. Embora exista uma tendência de valorização do dólar no longo-prazo, é possível que a divisa estrangeira apresente quedas significativas em alguns meses ou anos.

Outro fator importante é a forte influência do governo e dos grandes bancos na cotação. Embora, na teoria, a taxa de câmbio no Brasil seja livre, na prática, ocorrem intervenções regulares, que muitas vezes podem buscar a queda na cotação do dólar.

Por último, existe a questão da segurança na hora de guardar o investimento. Isso impacta tanto na custódia de dólares físicos, quanto nos aportes indiretos na moeda estrangeira.

Brasileiro pode comprar dólar?

Sim. Existe um mito que brasileiros, especialmente para pessoas físicas, não podem investir em dólares. Alguns acreditam que só pode ser feita a compra em caso de viagem, ou que há um limite mensal para esta transação.

No entanto, nada disso é verdade. Estas restrições são impostas por alguns bancos e casas de câmbio. Por não contarem com pessoal treinado para analisar a documentação do cliente, preferem optar por um extremo conservadorismo.

Enquanto o comprador apresentar a origem dos recursos, qualquer banco mais sério irá aceitar a venda de grandes quantias de divisa estrangeira. De fato, não há nenhuma lei restringindo a compra de dólares por brasileiros.

Em suma, é possível adquirir dólares em casas de câmbio e bancos devidamente autorizados pelo Banco Central. Além das taxas e comissões do intermediador, incide a cobrança do IOF na transação.

Há outras formas de investir em dólar?

Sim, se você não precisar do dólar em espécie, ou realizar remessas para o exterior, é possível comprar dólares de forma indireta. Isto pode ser feito através de fundos de investimento, ou adquirindo contratos futuros na bolsa de valores.

Novamente, não há limites para aportes através destas modalidades. Entretanto, você não tem acesso aos dólares, e sim uma exposição ao ativo. Além disso, cabe lembrar que o contrato futuro possui data de vencimento, na qual ocorre a liquidação financeira.

Desse modo, quem busca uma exposição de mais longo prazo pode encontrar a solução via fundos de investimento cambiais. De maneira similar, é possível comprar o dólar de forma tokenizada, ou seja, transformada em ativo digital.

Como funciona o dólar tokenizado?

O ativo tokenizado é integralmente lastreado em dólar, ou seja, possui valores depositados em contas do administrador. Isso garante que a stablecoin, ou criptoativo pareado, negocie com um valor muito próximo da cotação oficial.

Desse modo, as corretoras que realizam intermediação de Bitcoin e demais criptoativos podem oferecer as stablecoins de dólar. O principal benefício é a segurança e transparência do blockchain, este banco de dados sem um coordenador central.

Dentre os criptoativos lastreados em dólar, destaca-se o USD Coin (USDC), uma iniciativa da Circle e da Coinbase, empresas reguladas conforme leis norte-americanas. No Mercado Bitcoin, é possível comprar e vender o token USDC com um baixo custo, sem burocracia, contando com a liquidez (giro) da maior exchange do país.

O Mercado Bitcoin respeita e atua sempre de acordo com as leis brasileiras. Atualmente, é permitido no Brasil a negociação de criptoativos, em conformidade com a legislação vigente no país. No caso do USDC, por ser um criptoativo, não há qualquer impeditivo em sua negociação.

No vídeo abaixo, o pessoal da @usecripto explica como construir uma reserva financeira em dólar.

Stablecoin é melhor que Bitcoin?

As stablecoins são uma excelente opção para aqueles que desejam exposição ao dólar, porém sem a volatilidade das criptomoedas. No entanto, a USD Coin (USD) apresenta a mesma transparência e possibilidade de realizar a auto-custódia, a guarda de seus próprios criptoativos.

Este outro artigo explica quem controla o mercado de criptomoedas, e como o Bitcoin é regulado em diversos países.

O USDC é a segunda maior stablecoin em circulação, com mais de 8 bilhões de dólares equivalentes emitidos. Ou seja, na prática, cada USDC emitido é garantido, ou seja, lastreado, por um dólar em conta de banco.

Você também pode utilizar o USDC para realizar transferências. Desta forma, é possível remeter valores entre diferentes plataformas sem correr o risco de oscilação comum aos demais criptoativos.

Quem define a cotação do USD Coin (USDC)?

De maneira similar às demais criptomoedas, são os clientes que enviam ordens de compra e venda, formando um livro de ofertas no Mercado Bitcoin. Ou seja, a exchange atua apenas como intermediário.

De qualquer modo, é natural que a cotação do USC fique muito próxima do dólar comercial por conta da alta liquidez que o criptoativo possui em diversas exchanges. Todavia, é importante ressaltar que não é o Mercado Bitcoin que define esta cotação. Por isso, reforçamos a importância de estudar qualquer ativo antes de investir.

Ao mesmo tempo, ressaltamos as vantagens de uma carteira diversificada, contendo investimentos com diferentes perfis de retorno adequados ao risco que você considere confortável.

Agora que você tirou suas dúvidas sobre investimento em dólar, inscreva-se no nosso canal do YouTube para continuar aprendendo sobre criptoativos.

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