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Smart Contracts: O que são e como funcionam? Conheça!

Criado em 14/10/2021 - Atualizado em 14/10/2021

5 minutos de leitura

Smart Contracts: O que são e como funcionam? Conheça!

Os contratos inteligentes, ou smart contracts, permitem executar de forma automática um programa previamente definido. Essa invenção só passou a fazer sentido após o lançamento das criptomoedas, mais especificamente seu banco de dados distribuído.

Ao contrário de um código computacional tradicional, que funciona em servidores dedicados, as rotinas do smart contracts são executadas pelos próprios usuários da rede. Complicado? Sim, mas essa indústria cresce exponencialmente, e o Mercado Bitcoin tira suas dúvidas.

O que são smart contracts?

smart-contracts

  • São contratos digitais programáveis, ou linhas de código de um programa.
  • São executados em computadores, e ficam armazenados na rede de forma descentralizada.
  • O que diferencia um smart contract de um programa comum é sua capacidade de execução de forma autônoma, sem a necessidade de intervenção humana.
  • Apesar de autônomo, seria leviano afirmar que tais contratos são inteligentes.
  • A inteligência do código-fonte depende exclusivamente da capacidade de quem o criou.
  • Não há nenhum mecanismo nativo para assegurar que este smart contract seja isento de falhas.
  • Não é possível impedir ou censurar as instruções contidas neste contrato.

Quer saber o que é criptomoeda? Acompanhe este outro artigo explicando para que servem e o que as diferencia das moedas emitidas por governos.

Como funcionam os smart contracts?

Esses códigos determinam as regras, obrigações e penalidades entre as partes envolvidas no acordo — como em um contrato normal. Quando as condições combinadas são cumpridas pelas partes, o contrato é executado automaticamente.

Para existir um smart contract é necessária uma rede descentralizada para armazenar e executar essas operações. Caso contrário, uma entidade ou grupo que controla os computadores e servidores pode simplesmente alterar o código-fonte.

A tecnologia por trás dos smart contracts não é nova, e seu código-fonte é muito semelhante aos programas de computador normais. A ignição deste mercado ocorreu após a criação do blockchain, uma das bases que permitiu a criação do Bitcoin.

Para que servem os smart contracts?

A grande vantagem da descentralização é eliminar o poder de poucas entidades, sejam elas governos, bancos, ou provedores de serviço. Ou seja, o apelo é tanto no aspecto operacional, quanto na custódia (armazenamento) dos valores.

Uma aplicação descentralizada (dApp) é um programa 100% baseado em smart contracts. A utilização desta tecnologia pode ocorrer em diferentes formas:

  • Emissão e controle dos criptoativos, ou tokens.
  • Cassinos e sites de apostas virtuais.
  • Redes sociais que funcionam de maneira independente.
  • Marketplaces, as centrais de negociação.
  • Jogos, podendo ou não utilizar tokens não-fungíveis (NFT).
  • Aplicativos de empréstimos utilizando criptoativos.
  • Plataformas de troca entre criptoativos, as exchanges (DEX).

Em suma, existe uma infinidade de aplicações que se beneficiam das qualidades dos smart contracts, pois o mecanismo traz segurança e transparência para as partes envolvidas.

O que é DeFi, as finanças descentralizadas?

Qualquer smart contract envolvendo valores financeiros, mesmo um contrato simples de conta-garantia, é uma aplicação de finanças descentralizadas (DeFi).

Embora não ocorra negociação envolvendo valores fiduciários, os Reais, dólares e Euros, este mecanismo permite às aplicações descentralizadas transacionar valores sem intervenção humana.

Blockchain para smart contracts, qual a importância?

A mesma tecnologia dos smart contracts é utilizada nas empresas convencionais, como bancos, marketplaces e jogos com diversos jogadores simultâneos. São utilizados servidores, eventualmente em localizações distintas, para garantir que todos os usuários “enxerguem” a mesma versão dos dados.

Abaixo temos as principais diferenças entre o serviço centralizado e o sistema de aplicações descentralizadas:

blockchain-smart-contracts

Repare não haver um conjunto de servidores contratados para executar o código-fonte e armazenar as informações. Ao mesmo tempo, é através do blockchain que qualquer pessoa consegue avaliar e verificar cada transação de forma independente.

Como utilizar um smart contract?

Para interagir com aplicações descentralizadas e utilizar um smart contract é necessária uma carteira (wallet) capaz de interagir com as redes blockchain que oferecem tais serviços.

  1. Comprar o criptoativo nativo da rede para pagar as taxas de transação: Ether (ETH) da rede Ethereum.
  2. Criar uma wallet compatível com a rede Ethereum: MetaMask, Fortmatic, Guarda Wallet.
  3. Transferir o token nativo para o endereço desta nova carteira.
  4. Acessar o serviço descentralizado através do site.
  5. Autorizar a integração com sua wallet. Pronto!

Veja na prática com a equipe da @usecripto como configurar e utilizar uma carteira MetaMask.

Para que eu vou utilizar os smart contracts?

Uma maneira de aprender a utilizar smart contracts é iniciando por protocolos mais simples, como um marketplace de tokens não-intercambiáveis (NFT).

  • Ao acessar o site https://opensea.io/assets você irá encontrar diversos arquivos digitais ofertados.
  • Cada NFT possui seu respectivo registro de propriedade no blockchain.
  • Para realizar uma compra basta autorizar a conexão com sua wallet e confirmar a transação.
  • O registro desse ativo digital é transferido pelos smart contracts para seu endereço.

nft

Tudo funciona sem a necessidade de intervenção de terceiros, de forma transparente, rápida, segura, e automatizada. O mesmo procedimento no Ebay, MercadoLivre ou similar necessita da confiança neste intermediário, responsável pela liquidação, o acerto entre as partes.

Como os smart contracts estão revolucionando tudo o que conhecemos?

Engana-se quem acredita que os contratos programáveis só realizam tarefas no mundo digital. Através dos oráculos é possível enviar e receber dados externos, incluindo o resultado de eventos esportivos, ou até mesmo a localização de um navio via satélite.

Ao invés de recorrer a um cartório para registrar uma operação de multa por atraso na entrega, o comprador pode solicitar um depósito em criptoativos pelo fornecedor, transportador, ou seguradora. Na data do vencimento, o smart contract irá consultar a localização do navio no oráculo, para decidir se ocorreu atraso na entrega.

Em resumo, através do blockchain, as redes descentralizadas, novas formas de interação e negociação são possíveis utilizando smart contracts. Tudo isso sem possibilidade de intervenção externa, de forma transparente, segura e eficiente.

Smart contracts são seguros?

Sim, um programa de computador sempre executa as instruções da mesma forma. No entanto, cabe aos interessados verificar se existem brechas, falhas, ou eventuais manipulações externas capazes de trazer prejuízos aos participantes.

De maneira geral, os riscos incluem:

  • Falhas no desenvolvimento do projeto ou código-fonte.
  • Congestão na rede atrasando o envio de ordens.
  • Sequência de blocos invalidados na rede blockchain.
  • Atraso ou falha na comunicação com oráculos para dados externos.

Desse modo, é possível afirmar que o potencial para utilização de smart contracts em aplicações descentralizadas é gigantesco, porém muitos projetos encontram-se em fase experimental.

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