Você conhece os principais nomes do universo cripto? Veja nosso top 7

De forma similar ao mercado tradicional, os criadores das criptomoedas mais renomadas acabaram se tornando figuras míticas, seguindo os passos de Steve Jobs, Elon Musk, e Mark Zuckerberg. É difícil saber se este efeito é amplificado após a pessoa se tornar conhecida, ou se já tinham personalidades marcantes antes disto.

É enorme a atenção e curiosidade do público sobre figuras como Satoshi Nakamoto, Vitalik Buterin, Changpeng Zhao (CZ), e Daniel Larimer. Mesmo dentro de universo que preza pela descentralização, estes co-fundadores e criadores são percebidos como verdadeiros líderes, chegando a mover mercados por conta de suas opiniões ou decisões.

Alguns correm atrás de holofotes, aproveitando a atenção dada pela mídia, como Roger Ver e Justin Sun, enquanto outros abandonaram completamente o ecossistema, incluindo Jackson Palmer, co-fundador da Dogecoin (DOGE).

Afinal, como estas pessoas alcançaram tanto sucesso, e qual a real influência delas no dia-a-dia das criptomoedas? Será essa veneração justificável, ou a comunidade de criptomoedas deveria procurar novos ídolos?

Satoshi Nakamoto, o inventor do Bitcoin

Não poderíamos começar com outro nome, afinal, foi este o pseudônimo responsável por unificar a ideia de bloco de dados sequencial utilizando autenticação (hashes) ao sistema conhecido como Prova de Trabalho (Proof of Work). Foi assim que nasceu o blockchain, tecnologia por trás do Bitcoin, a primeira criptomoeda a resolver o problema do gasto-duplo.

Até aquele 31 de outubro de 2008, data de publicação do estudo (paper) do Bitcoin, ninguém havia descoberto uma forma de criar arquivos digitais únicos, que não pudessem ser clonados ou forjados. No entanto, essa pessoa, ou grupo, por trás do pseudônimo Satoshi Nakamoto, nunca revelou sua identidade.

Satoshi Nakamoto
Dorian Satoshi Nakamoto é engenheiro de computação, porém não é o Satoshi

Acima temos Dorian Satoshi Nakamoto, que assim como Hal Finney, também morava na Califórnia. Para complicar a vida de Dorian, este engenheiro de sistemas trabalhou em bancos e projetos governamentais. Longe da carreira brilhante de Hal Finney, ganhou os holofotes por algumas semanas até que a confusão fosse desfeita.

Sabemos que a primeira pessoa a receber Bitcoins foi Hal Finney, norte-americano falecido em 2014, engenheiro e programador formado pela CalTech, foi um dos primeiros funcionários da PGP Corporation, empresa pioneira e referência na criptografia.

Hal Finney
Hal Finney, lenda da criptografia que faleceu de esclerose lateral amiotrófica

Além de ter desenvolvido um dos primeiros encaminhadores de e-mail anônimos, Hal Finney foi o mentor da tecnologia Prova de Trabalho reutilizável, em 2004. Hal participava das listas de discussão dos cypherpunks, este grupo de cripto-anarquistas interessados em privacidade digital, e continuou a fazê-lo nos fóruns de Bitcoin.

No entanto, apesar de inúmeros indícios apontando para sua participação, total ou em parte, do pseudônimo Satoshi Nakamoto, Hal Finney jamais aceitou tal ligação. Um detalhe curioso é que este estudo (white paper) do Bitcoin cita diversos autores e desenvolvedores na área, exceto Hal Finney.

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Vitalik Buterin, a mente por trás do Ethereum

Este russo-canadense envolveu-se com o Bitcoin em 2011, aos 17 anos. Filho de um cientista da computação, recebeu medalha de bronze na olimpíada internacional de informática em 2012. No ano seguinte, visitou alguns desenvolvedores para mostrar sua ideia, que culminou com o estudo (white paper) do Ethereum.

Vitalik Buterin
Vitalik Buterin, o russo-canadense que revolucionou os criptoativos

Uma curiosidade, que, ao mesmo tempo mostra o nível de interesse e conhecimento técnico foi o fato de Vitalik ter co-fundado a Bitcoin Magazine em 2011, onde era redator, além de trabalhar na época como pesquisador para o criptógrafo Ian Goldberg.

Em uma de suas viagens em 2013 para conhecer e trocar ideias com outros apaixonados por criptomoedas, Vitalik deparou-se com os projetos ConverCoins e MasterCoin em Israel. Ambos buscavam utilizar a rede Bitcoin para realizar outras aplicações, como emitir tokens, ou criar contratos financeiros.

A sacada do jovem russo-canadense foi a utilização de uma linguagem de programação Turning-completa, capaz de resolver problemas e algoritmos. Em 2014 Vitalik recebeu uma premiação de 100 mil Dólares da fundação de Peter Thiel, e foi assim que decidiu trabalhar em tempo integral no Ethereum.

Quer aprender como funciona uma carteira de Ethereum? Neste artigo explicamos tudo sobre as principais wallets desta criptomoeda.

Extremamente carismático e ativo na comunidade, Vitalik fez questão de aprender chinês, por conta própria, para poder participar de eventos e dialogar com os entusiastas na região. O mentor desta rede que revolucionou o mundo das criptomoedas segue ativo, participando do desenho e implementação do Ethereum 2.0, que pretende resolver os problemas de escalabilidade da rede.

Adam Back, o criador do hashcash

Nascido em 1970 em Londres, este Ph.D. em ciências da computação e sistemas distribuídos pela Universidade de Exeter, é criador do hashcash, o sistema de Prova de Trabalho utilizado pelo Bitcoin. Esta ideia surgiu quando Adam tinha apenas 26 anos, quando a encaminhou para uma lista de discussão sobre criptografia.

Acredite se quiser, um dos principais problemas a ser resolvido pelo hashcash, era o envio de e-mails spam, a comunicação indesejada, além de ataques de envios massivos de dados à servidores. O hashcash exigia do emissor da mensagem um cálculo matemático tão complexo que só poderia ser descoberto na base da tentativa e erro.

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Em 2002, Adam Back trabalhava na empresa Zero-Knowledge Systems, e um de seus clientes, Nokia, solicitou um estudo sobre o ecash, um meio de pagamento utilizando criptografia. Seu conhecimento na área fez com que Satoshi Nakamoto o procurasse em 2009 para entender como aplicar a tecnologia do hashcash para um problema um pouco mais complexo que e-mails.

Ao contrário do que se imagina, Adam Back não contribuiu para o código-fonte do Bitcoin, mas além de ter sido citado no white paper, foi um dos poucos que trocava experiências diretamente com Satoshi.

Em 2013 Adam Back co-fundou a Blockstream, uma das principais desenvolvedoras no ecossistema Bitcoin. Além de contratar diversos core devs, estão envolvidos com a tecnologia Lightning Network, e operam uma rede de satélites para transmissão dos dados da rede Bitcoin.

Adam Back
Adam Back, o “professor” de Satoshi

Extremamente simpático e bem articulado, Adam Back segue participando não só do desenvolvimento da tecnologia e novas aplicações, pois também atua em defesa da privacidade buscada pelos Cypherpunks, muito ativo em qualquer debate de alto nível seja em eventos ou nas redes sociais.

Justin Sun, esta figura controversa

Atualmente com 30 anos de idade, Justin Sun não é exatamente uma unanimidade na comunidade cripto. Seja por conta de seu marketing exagerado ou auto-centrismo, muitos afirmam que a maior parte de seu trabalho não passa de um plágio.

Nascido em Singapura, Justin sempre foi um duro crítico ao regime do Partido Comunista Chinês, que lhe rendeu certa fama. Formou-se em história pela Universidade de Beijing em 2011, e dois anos mais tarde buscou pós-graduação em economia política pela Universidade de Pensilvânia nos EUA.

Justin trabalhou dois anos para a Ripple Labs, empresa por trás do token XRP, enquanto criava uma rede social para compartilhamento de áudios curtos, chamada Peiwo. O app virou febre entre os jovens na China, e Justin Sun acabou sendo convidado por Jack Ma para um curso de três anos na Universidade de Hupan, na qual o fundador do Alibaba ministrava uma aula.

Foi esta fama e contatos no mundo acadêmico e empresarial que o levou a criar a Fundação Tron em 2017, buscando lançar uma rede descentralizada baseada na tecnologia blockchain com um token próprio, Tronix (TRX). Seu ICO levantou 70 milhões de Dólares em setembro de 2017.

Justin Sun
Justin Sun, a emblemática figura por trás da Tron

Com a valorização de sua própria moeda, Justin Sun realizou aquisições de peso, dentre elas a exchange Poloniex internacional, a rede social Steemit, além da empresa BitTorrent, que também lançou seu próprio token.

Além da controvérsia sobre a clonagem do código-fonte de outras criptomoedas, e parte do white paper da Ethereum, Justin Sun pagou 4,5 milhões de Dólares por um jantar com o megainvestidor Warren Buffett. Ame ou odeie, é inegável a importância desta figura no universo das criptomoedas.

Chris Larsen, investidor e executivo de finanças

Este bilionário investidor de 60 anos de idade nasceu na Califórnia, filho de uma ilustradora freelancer e um mecânico de aviação da United Airlines. Graduado em contabilidade e negócios internacionais pela Universidade Estadual de São Francisco em 1984, começou sua vida profissional trabalhando na Chevron.

Em 1991 Chris Larsen conseguiu seu MBA em economia e finanças pela renomada universidade de Stanford, e em seguida co-fundou um negócio de financiamento imobiliário. Em 1996 sua startup mudou o rumo para oferecer empréstimos pela internet, criando um buscador de taxas diretamente com as financeiras. A empresa levantou 450 mil dólares com amigos e familiares.

O site ficou pronto no ano seguinte e foi um absoluto sucesso. Com taxas menores que a concorrência através de corretores, em 1998 passaram a oferecer financiamento imobiliário e de automóveis. Apesar do rápido crescimento, a empresa passava por problemas de caixa, e sua sócia Janina Pawlowski assumiu o comando da E-Loan.

No ano seguinte a empresa abriu capital na bolsa de valores, atingiu 350 empregados, e atingiu valor de mercado próximo de 1 bilhão de dólares. Larsen saiu da empresa em 2005 para fundar a Prosper Marketplace, um site de leilões para intermediar empréstimos. A empresa lutou para regularizar este mercado, e em 2011 conseguiu aporte de 74 milhões de Dólares de investidores.

Chris Larsen
O perfil empresarial de Chris Larsen foi fundamental para o sucesso da Ripple

Em 2012 Larsen abandonou seu cargo de CEO na Prosper Marketplace para co-fundar a Ripple, que na época chamava-se OpenCoin. Sua experiência em novos serviços financeiros e conhecimento na área de capital de risco foi fundamental para conseguir a adesão de investidores de peso como Andreessen Horowitz, Google Ventures, e IDG Capital Partners.

Elizabeth Stark, a toda-poderosa da Lightning Network

Apesar de ser um universo majoritariamente dominado pelos homens, há alguns mulheres que merecem destaque, não pelo fato de ser minoria, mas por sua visão, qualidade técnica e execução. Para torná-la ainda mais diferente, Elizabeth é graduada em Direito, com perfil acadêmico.

O pulso firme da CEO da Lightning Network foi responsável pela contratação do nigeriano-americano Olaoluwa “Lalou”, atual Diretor de Tecnologia da empresa. Elizabeth Stark comprou a briga com Dryja e Poon, que acabaram saindo da empresa, e a solução trazida pelo ex-engenheiro da Google, “Lalou” acabou prevalecendo.

Ah! Sabe o Jack Dorsey, CEO e co-fundador do Twitter e da Square? Foi Elizabeth Stark quem o trouxe para o mundo do Bitcoin, e hoje a Square tornou-se uma das principais empresas do ecossistema, além de Jack Dorsey ter investido pessoalmente na Lightning Labs.

Elizabeth costuma dizer que Lightning é um “movimento”, não uma solução ou serviço. Nascida num subúrbio de Nova Iorque, nunca teve intenção de atuar em Direito, apesar de seu diploma em Harvard. Chegou a lecionar em renomadas universidades, na área de direitos humanos e tecnologia.

Foi na Universidade de Stanford em 2010 que Elizabeth Stark foi apresentada ao Bitcoin por um professor assistente. Seu encontro com Dryja ocorreu 5 anos mais tarde, onde surgiu a ideia de criar uma camada secundária ao Bitcoin para transações instantâneas e quase sem custo.

Elizabeth Stark
Elizabeth Stark venceu num ambiente dominado por homens

A persistência de Stark valeu a pena, conseguindo levantar 2,5 milhões de Dólares com importantes investidores em 2016. Sua habilidade em recrutar os melhores desenvolvedores, mantendo a equipe alinhada, organizada e focada no trabalho é apontada como a essência da Lighting Network.

Elizabeth coordena não só a empresa, mas toda comunidade Lightning, apostando na diversidade, através de treinamento para mulheres no desenvolvimento de tecnologia. Mais que uma CEO, Stark é mentora de várias mentes brilhantes que abraçaram esta tecnologia como maior esperança na escalabilidade do Bitcoin.

Roger Ver, ou “Bitcoin Jesus”

Se o Bitcoin tivesse um porta-voz, essa pessoa seria Roger Ver. Nascido em São José, na Califórnia, este libertário e anarquista chegou a passar 10 meses preso por vender explosivos em sites de leilão eletrônico.

Fã de Mises, Bastiat, Hayek e Friedman, Ver sempre lutou pela causa libertária. A compra de um Ford Mustang em seu aniversário de 16 anos desencadeou uma disputa com seu pai que o levou a sair de casa.

Roger Ver criou uma startup chamada MemoryDealers em 1999, atuando na venda de equipamentos de informática. Nos anos 2000, Roger concorreu a uma vaga na Assembleia da Califórnia. Apesar do fracasso na política, sua empresa ia muito bem, e 4 anos mais tarde o tornou milionário aos 25 anos.

Seus investimentos em Bitcoin começaram em 2011, incluindo aportes na Bitinstant de Charlie Shrem, Ripple, Blockchain.info, Bitpay, e Kraken. Sua empresa MemoryDealers foi uma das primeiras a aceitar Bitcoin como pagamento, e além disto Roger organizava meetups, e participava de conferências para disseminar a cultura de criptomoedas.

Em 2012 Roger montou um site bitcoinstore.com, realizando a intermediação de vendas de produtos através de pagamentos em Bitcoin, mas foi somente em 2014 que adquiriu o domínio Bitcoin.com

Roger Ver
O multimilionário das criptomoedas, Roger Ver

Roger foi um dos defensores mais vocais do aumento do tamanho do bloco do Bitcoin, incluindo apoio ao desenvolvimento do Bitcoin XT, alegando que mesmo um aumento para 2 megabytes seria insuficiente para atender a demanda. Foi esta divergência com a comunidade Bitcoin que o levou a promover e ajudar a construir o fork Bitcoin Cash (BCH).

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Por este motivo Roger Ver é visto como um traidor por parte da comunidade que permaneceu no Bitcoin, especialmente pelo discurso de marketing de “o verdadeiro Bitcoin” na promoção de sua altcoin. Em 2014 Roger renunciou a sua cidadania norte-americana, atualmente reside no Japão, e é apaixonado por jiu-jitsu.

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