Educação

Você sabe o que é hashrate? Entenda sobre esse importante indicador

01/09/2020

Você sabe o que é hashrate? Entenda sobre esse importante indicador

No universo das criptomoedas o minerador é responsável por validar os blocos de informação que compõem o blockchain, este banco de dados descentralizado. Tanto o Bitcoin (BTC) quanto o Ethereum (ETH) utilizam a mineração, e este esforço computacional é medido através do hashrate.

No primeiro ano de vida do Bitcoin era possível minerar utilizando um notebook comum, mas gradualmente esta competição foi aumentando, e novos dispositivos foram desenvolvidos. O poder de mineração da rede, ou hashrate, subiu tanto, que atualmente é necessário um equipamento especializado que custa mais de R$ 10 mil.

Ficou um pouco confuso? Calma, iremos explicar mais adiante como funciona o processo de mineração, e porque o hashrate atua como indicador de segurança. Vamos aproveitar o gasto energético destes mineradores, além dos diferentes algoritmos de criptografia.

O que é hash?

Hash é um código compactado dentro de um padrão específico. Da mesma forma que uma imagem pode ser reduzida no formato JPEG, o processo de hash compacta uma sequência de dados.

Abaixo temos o exemplo de uma imagem compactada através de um hash, reduzindo o tamanho, cores e resolução. Não é possível reverter este processo, já que a imagem da direita possui uma quantidade de dados infinitamente menor.

O que é hashrate

O importante é que o detentor deste hash não consegue recriar os dados originais, porém é possível testar o encaixe com a sequência anterior.

O que é hashrate?

Hashrate é a velocidade que estes mineradores conseguem processar dados. Quanto maior o número de máquinas, ou mais potente os chips de processamento, maior será o hashrate.

O algoritmo utilizado é tão complexo que a única maneira conhecida é a tentativa e erro. O minerador que tiver o maior hashrate, ou poder de mineração, terá mais chances de encontrar hashes que conectem os novos blocos.

Qual a importância do hashrate?

Se um único minerador pode controlar o hashrate, esta medida passa a não garantir segurança. Por este motivo o mecanismo de Proof of Work (PoW), ou Prova de Trabalho, exige um dispêndio grande de energia elétrica.

Pense no modelo mais simples, onde existem apenas três mineradores utilizando notebooks comuns. Um novo entrante com um servidor e algumas placas de vídeo terá uma capacidade computacional muito maior do que a soma dos participantes. Desta forma este atacante poderá criar uma sequência de blocos sem interferência dos demais.

Por este motivo é correto afirmar que quanto maior o hashrate, mais custoso fica para um ataque 51%, ou um conluio de um pequeno grupo de mineradores.

Para se aprofundar no tema, sugerimos acompanhar este outro artigo com informações sobre segurança digital e transações com criptomoedas.

Hashrate é a medida mais importante?

Hashrate é um dos indicadores de saúde da rede, porém há outros tão ou mais importantes. Podemos citar o número de nodes (nós) ativos, nível de utilização da capacidade dos blocos, valores pagos aos mineradores, quantidade de alterações significativas no código-fonte, qualidade dos desenvolvedores no ecossistema, entre outros.

É necessário ter em mente que existem algoritmos de criptografia diferentes do SHA-256 do Bitcoin, incluindo Ethash do Ethereum (ETH), Scrypt do Litecoin (LTC), e Equihash do ZCash (ZEC). Estes mecanismos são comprovadamente seguros, porém, exigem uma capacidade computacional diferente, portanto é difícil realizar uma comparação direta entre estes hashrates.

Qual o hashrate do Bitcoin?

Após um ano de existência do Bitcoin, seu hashrate, ou poder de mineração, era de 10 milhões de hashes por segundo. Enquanto isso, uma única mineradora moderna consegue calcular 110 trilhões de hashes por segundo.

O gráfico abaixo mostra a evolução desta capacidade computacional ao longo dos últimos quatro anos. Vale ressaltar que esta é apenas uma estimativa, já que é impossível saber efetivamente qual a capacidade das máquinas ligadas em determinado momento.

O que é hashrate

O valor atual é de 120 exahashes por segundo, que consomem algo próximo de 60 TWh de energia ao ano, equivalente a 50% de toda a Holanda para efeito de comparação. Esta mineração ocorre simultaneamente em diversos países, evitando assim riscos de concentração.

Quer aprender para que serve o Bitcoin, e se compensa minerar Bitcoin no Brasil? Acompanhe aqui.

Como ficam as outras criptomoedas?

A vice-líder em capitalização de mercado, Ethereum (ETH), apresenta um hashrate de 200 trilhões de hashes (TH) por segundo. Este poder de mineração cedeu no início de 2019 após uma redução no incentivo aos mineradores de 3 para 2 ETH por bloco minerado.

A moeda prepara-se para abandonar a mineração por completo ao final de seu upgrade Ethereum 2.0, reduzindo assim o interesse de novos mineradores.

O que é hashrate

Existem outras criptomoedas que atuam utilizando a mineração, embora seu algoritmo e equipamento ideal varie conforme o desenho de cada rede.

Todas as moedas são mineráveis?

Não, existem criptomoedas que foram integralmente mineradas antes de seu lançamento, como Ripple (XRP), Stellar (XLM), e NEM (XEM). Outras moedas trabalham com a Prova de Participação, ou Proof of Stake (PoS), onde validadores emprestam capacidade computacional em troca de criptomoedas reservadas para este fim.

Engana-se quem acredita que há um sistema melhor ou pior neste caso, pois cada mecanismo possui suas vantagens. Existe um trilema entre segurança, escalabilidade, e descentralização, onde não é possível atingir uma escala máxima em todos.

Como avaliar uma criptomoeda?

Conforme mencionamos anteriormente, são vários os fatores além do hashrate que determinam a força e sucesso de uma criptomoeda. Lembrando que existem também os tokens, criptoativos que não possuem uma blockchain própria, aproveitando-se da segurança de redes mais consolidadas.

Ressaltamos a importância de só investir em novos ativos após fazer a devida due diligence, ou seja, uma investigação preliminar sobre riscos e entraves ao crescimento. O Mercado Bitcoin, a exchange mais segura da América Latina, tem o compromisso com a segurança de nossos usuários, portanto realizamos uma profunda análise tecnológica e de mercado antes de listar um criptoativo.

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